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bonsai ligustrum sinensis 


 

O bonsai ligustrum sinensis é um bonsai de dupla localização, mas é mais fácil manter um bonito exemplar no exterior.

Particularidade: o ligustrum pertence à família das oliveiras.

 

Características do bonsai ligustrum sinensis e outras variedades de ligustrum. 

Folhas ovaladas e opostas com aspecto mais ou menos brilhante conforme a espécie ou variedade. Pequenos cachos de flores brancas perfumadas, que aparecem nas pontas dos brotos no verão, seguido de pequenos frutos pretos, por vezes tóxicos. 

Nota: quando cultivado em bonsai o ligustrum dificilmente terá flores, pois causa das constantes podas dos ramos para manter a forma e por esse motivo não chega a formar botões de flores.

A seguir enumeramos alguns exemplos de ligustrum, alguns cultivados em bonsais :

 

Ligustrum ibota : 

Arbusto com forma achatada, folhas semi-perenes sempre escuras.

Floração abundante, muito decorativa em panículas brancas perfumadas. Frutos azul-preto.

Crescimento rápido.

 

Ligustrum lucidum: Arbusto perene com formato cônico. Folhagem verde brilhante.

Em setembro / outubro, longas panículas de flores brancas seguidas de frutos pretos e azuis oblongos.

 

Ligustrum Quihoui : semi-perene e de crescimento rápido. Esplêndida floração branca perfumada.

 

Ligustrum Japonicum : folha perenne verde brilhante, muito escuro. Flores brancas e frutos pretos alongados. Melífero.

 Ligustrum japonicum rotundifolium, compacto, de folhas ovaladas, de 3 a 6 cm de comprimento, de cor verde escuro brilhante. Utilizado em bonsai.

 

Ligustrum Sinensis: muito  ramificado e semi-perene. Flores brancas em panículas terminais. Frutos preto-púrpura. O mais utilizado em bonsai.

 

Ligustrum Vulgaris : folha caduca ou semi-caduca. Flores brancas perfumadas. Frutos pretos. Também utilizado em bonsai.

 

O ligustrum sinensis multiplica-se principalmente por sementeira e estaca.

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Multiplicação por sementeira:

um grama de sementes contem mais ou menos 50 sementes. Taxa de sucesso média de 40 a  60 % com boas condições.

Temos duas possibilidades para realizar a sementeira:

A/ sementeira directa na terra quando a temperatura da noite esteja próxima de 10 ° C  e de        dia de 18 °C.

 B/ estratificação a frio durante 2 meses e sementeira na primavera.

 

O que é a Estratificação?

 A Estratificação consiste em guardar as sementes num meio específico, num local quente ou frio dependendo das espécies.

Algumas espécies necessitam de uma estratificação quente para amadurecer o embrião da semente.

 A estratificação a frio ajuda a semente a sair do período de “dormência” fragilizando o caroço, que fica mais quebradiço.

Na prática, a estratificação consiste em colocar as sementes numa mistura de areia com turfa fina (50/50), ligeiramente humidificada, mais ou menos 12-15%.

É recomendável peneirar a mistura, tanto a areia assim como a turfa fina, antes de colocar as sementes, será assim mais fácil recuperar as sementes no fim da estratificação.

Uma vez as sementes colocadas na mistura areia/turfa, juntar tudo num saco plástico, esvaziar o ar e selar hermeticamente.

Colocar o saco plástico num local a 20ªC para uma estratificação quente e/ou no frio a 4ªC para uma estratificação fria.

O tempo de estratificação quente e/ou fria depende das espécies.

Vigiar com frequência a preparação para manter a humidade do substrato mais ou menos constante e assegurar que as sementes não comecem a germinar ou a apodrecer por excesso de humidade.

As sementes que germinaram podem ser retiradas e transplantadas, não podem ficar no substrato.

Em caso de aparecimento de fungos e como medida preventiva, convém aplicar um fungicida no substrato e um insecticida de solo.

 Dicas para a realização da sementeira:

No fim do período de estratificação, está na altura de praticar a sementeira.

Primeiro, preparar um substrato composto por 1/3 de areia fina (de preferência lavada) e 2/3 de substrato a base de folhas (tipo turfa mas muito fino).

Segundo, encher os recipientes ou vasos, pisar ligeiramente com um pau ou uma tábua e repartir as sementes no substrato.

Cobrir as sementes com o mesmo substrato e colocar os recipientes ou vasos a 20/24ºC (à luz) durante o dia e 14/15ºC durante a noite.

Podemos cobrir com um filme plástico transparente para manter a temperatura e higrometria. 

Nunca cobrir uma semente com substrato com mais que uma vez a sua espessura.

 

Multiplicação por estaca:

 

A multiplicação por estaca consiste em aproveitar uma parte de um vegetal “tronco, broto, folha, raiz”, cujo principal objectivo é a obtenção de raízes para dar início a uma nova planta. A estaca vai produzir as suas próprias raízes.

É chamada reprodução vegetativa e aplica-se na maioria das plantas, em particular naquelas mais difíceis de conseguir por sementeira, mas nem todas as plantas são de fácil reprodução por este método.

A nova planta conseguida terá o mesmo património genético, terá as mesmas características que a planta mãe. É uma forma de multiplicação assexuada que podemos chamar de clonagem ou seja reprodução exacta da planta mãe.

Uma estaca é um fragmento que foi cortado de uma planta e que se desenvolve conservando os seus próprios caracteres. Uma planta pode, portanto, ser fragmentada ou dividida e produzir novos indivíduos absolutamente semelhantes a ela. A propagação por estaca ou vegetativa, preserva integralmente os caracteres das variedades (caracteres do pé-mãe). Ao contrário, a reprodução por sementeira que, obviamente, mantém as características específicas, ou seja como espécies, mas não mantêm os caracteres da variedade a menos que sejam corrigidos; isto é, se eles pertencerem a linhas puras (obtidos pelo método de cultura selectiva durante muito tempo).

A vantagem da estacaria é que dá origem a réplicas de uma planta de especificidades idênticas. Enquanto a reprodução por sementeira pode produzir indivíduos muito diferentes da variedade da qual a semente é derivada, uma estaca permite obter seguramente a mesma variedade da planta mãe.

Semi lenhosa,  é a estaca de mais fácil elaboração e a mais habitual no mundo hortícola e no bonsai ligustrum sinensis também, aplica-se a muitas espécies perenes e coníferas. Recolha das estacas no final do verão a início do outono com madeira já amadurecida.

Consiste en recolher ramos com uma parte amadurecida e outra mais tenra  e ainda verde na extremidade, em regra geral em agosto até meados de setembro.

Cortar um ramo  de 10 a 15 cm de comprimento, sempre abaixo de um nó, única zona onde podem nascer as futuras raízes. Tirar os galhos laterais e tirar também a quase totalidade das folhas, deixando apenas as 2 ou 3 últimas folhas, o objectivo é preservar as reservas nessas últimas folhas, que por outro lado não podem ser muito grandes para não desperdiçarem a água pela evaporação (transpiração).

As estacas serão de seguida enterradas até metade da altura num substrato muito leve, apertando bem em volta para não deixar ar junto ao ramo o que provocaria a secura impedindo o nascimento de novas raízes. Manter num ambiente húmido tipo nevoeiro até começar a ganhar as primeiras raízes, depois passar a regar  com micro aspersores.

 

 

Cultivo do bonsai ligustrum sinensis:

O cultivo do bonsai ligustrum sinensis é muito fácil, è um bonsai de crescimento relativamente rápido e suporta muito bem as podas mesmo fortes. Como já vimos é um bonsai de dupla localização, mais fácil se for num ambiente exterior. Aguenta até 3º C negativo, com temperatura mais baixas é recomendado proteger o torrão e a base do tronco com palha ou turfa. No verão convém proteger do sol directo com uma rede de sombra pelo menos durante as horas mais quentes.

 

Rega:

O bonsai ligustrum sinensis é ávido de água, não convém deixar secar durante muito tempo entre cada rega e a rega deve ser generosa.

 

Aramação:

Pode-se aramar o bonsai ligustrum sinensis em qualquer momento do ano, sendo o fim da primavera e início do verão o mais indicado.

 

Transplante:

O transplante do bonsai ligustrum sinensis tem como finalidade a renovação do substrato que ficou mais fraco, o corte de raízes muito compridas para provocar a ramificação de raízes mais finas junto ao tronco e também dar mais espaço ao torrão.

Recomenda-se fazer o transplante quase a cada ano porque as raízes do bonsai ligustrum  desenvolvem-se com muita força. Utilizamos Akadama Hard Quality como substrato.

Akadama hard quality é o substrato ideal para o cultivo do bonsai. É uma argila japonesa de origem vulcânica, composta por grãos reconstituídos e sem nutrientes. Primeiro a argila é esmagada, cozida e após tratamento e secagem, tem uma estrutura homogênea.

Um bom substrato é aquele que absorve a água por capilaridade (como uma pedra de açúcar) e que consegue retê-la sem por isso ficar empapado, libertando o excesso que podia provocar a asfixia das raízes.

Ao regar, o bom substrato deve apenas reter a quantidade de água que o grão pode absorver, deixando evacuar o resto pelos furos do vaso.

Também não pode perder qualidade ao fim de poucos meses, ficando empapado ou reduzido a pó. Deve estar são e limpo, não conter nenhum resíduo nem micróbios ou bactérias.

Um bom substrato não deve ser nutritivo, quer isso dizer que não pode conter nutrientes, assim será mais fácil controlar a adubação.

É por isso que aconselhamos sempre a utilização de akadama hard quality, é a terra ideal para o bonsai. Com PH neutro de 6,5 a 6,9. É insubstituível.

 

Poda:

A poda de manutenção do bonsai ligustrum sinensis pode ser feita ao longo de todo o ano, mas a poda de estruturação somente no fim do inverno início da primavera.

 

A poda de estruturação do bonsai ligustrum sinensis permite manter a árvore compacta e definida.

A poda de estruturação consiste em definir as bases gerais do tronco e dos ramos principais, elementos decisivos para transmitir a percepção que o autor quer dar ao seu bonsai: força, elegância, ligeireza, movimento… poda que também pode ser realizada ao mesmo tempo que o transplante e assim aproveitar para conseguir o equilíbrio entre a parte aérea e a parte radicular.

O objetivo principal da poda de estruturação é a estética do bonsai, provocando uma nova rebentação mais compacta e sobretudo mais perto dos ramos primários de forma a equilibrar a entrada da luz e dar mais vitalidade aos ramos mais baixos e de segundo nível.

A poda regular dos ramos tem como finalidade o aumento do número de brotos e visto as raízes estarem limitadas num espaço reduzido no vaso, o bonsai deve repartir a energia em direcção a uma maior quantidade de folhas, que ficam assim cada vez mais pequenas.

 

É a lei da proporção, quanto mais folhas houver para alimentar, mais pequenas se tornam  é um fenômeno natural, mas que podemos ajudar a provocar.

A poda de estruturação permite retirar os ramos que cresceram em demasia no bonsai ligustrum sinensis e que estão “a mais”.

Cortamos os ramos pequenos e pequenas ramificações com uma tesoura fina ou grossa. Para podar os  ramos maiores, utilizamos uma podadora côncava a fim de obter uma cicatrização o mais discreto possível.

O alicate ou podadora de ponta esférica proporciona um corte côncavo e limpo que acelera o processo de cicatrização do bonsai.       

Para conseguir modelar, estilizar ou apenas manter o estilo do bonsai  é necessário  ferramentas adequadas para o efeito.

Para realizar um bom trabalho devemos utilizar a ferramenta para bonsai apropriada :

 - Tesoura fina de poda, para aceder dentro da copa do bonsai ou

- Tesoura grossa para cortar ramos maiores ou cortar raízes na fase de envasamento.

- Alicate de corte côncavo para retirar gomos junto ao tronco para não crescerem mais.

- Alicate côncavo recto para disfarçar o corte nos ramos. 

- Tesoura-Pinça ou desfolhador para retirar as folhas nos bonsais como Aceres,Liquidambar       

Qualquer ferramenta para bonsai deve estar sempre limpa para não transmitir ou propagar doenças, utilizar um óleo fino para lubrificar, ajuda a manter e a prolongar a vida da ferramenta.

leia mais sobre a ferramenta por bonsai >

Adubação:

A fertilização é um factor primordial no sucesso dos bonsais.

Como qualquer planta natural o bonsai alimenta-se pelas raízes e pelas folhas que absorvem a luz necessária à fotossíntese, o CO2 da atmosfera e a água, os três elementos principais factores do crescimento.

 

 

Mas isso não é suficiente, para viver o bonsai necessita de muito minerais suplementares, em mais ou menos quantidade, para satisfazer as suas funções básicas. As Raízes são por consequente o motor da alimentação do bonsai e vão buscar no solo as substâncias que necessitam, a saber a água os sais minerais e os micronutrientes.

 

 

E como sempre não devemos exagerar, os elementos principais devem respeitar o equilíbrio. Pode ver nas nossas dicas o efeito de desequilíbrio de um qualquer dos elementos. Leia mais sobre a fertilização do bonsai>

 

Estilos:

Estilos mais frequentemente encontrados para o ligustrum sinensis :

Hokidashi: estilo de Bonsai em forma de vassoura. Os galhos seguem em todas as direções formando e  abrindo-se como um leque.

Moyogi: ereto informal. O tronco apresenta várias curvas que começam na base e diminuem até ao seu ápice.

 

 

 

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