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Yamadori e o bonsai

 

 

 

 

Yamadori e o bonsai.

 

O que é um bonsai?

 

A arte do bonsai é a réplica duma árvore na natureza.

 

É possível obter um bonsai a partir da poda das raízes e dos ramos e a moldagem dos ramos com arame de alumínio anodizado ou de cobre cozido.

 

Podemos semear sementes de árvores ou plantas e criá-los em vasos pequenos.

 

 

Também é possível conseguir um bonsai a partir de estacas, enxertos e plantas de viveiro ou pré-bonsai.

 

 

Na iberbonsai não retiramos plantas do meio ambiente porque respeitamos a natureza, protegemos a biodiversidade porque é primordial para o desenvolvimento natural dos ecossistemas do nosso planeta. É uma questão de escolha pessoal, claro que um yamadori ou planta recolhida na natureza é muito mais fácil e sobretudo mais rápido para se conseguir um bonsai.

 

A maioria dos yamadori são provenientes de árvores autóctones, como por exemplo o quercus suber, o nosso famoso sobreiro, que é um dos mais recolhidos na natureza assim como a oliveira, olea europaea e o pinus sylvestris, precisamente espécies que devemos proteger a todo o custo para garantir a evolução da biodiversidade local, evitando a degradação do solo e também reduzir o risco de incêndios.

 

Ler artigo original sobre a missão floresta.

 

Depende de cada um de nós refletir sobre o assunto e fazer a escolha certa, o planeta agradece assim como as futuras gerações.

 

O aquecimento global é uma realidade e podemos combatê-lo com pequenos gestos quotidianos para evitar a deterioração do meio ambiente.

 

 

Ler artigo original sobre a arte do bonsai.

 

 

O vocabulário no mundo do bonsai é muito extenso, cada palavra tem a sua justificação, já vimos mais acima qual a definição de bonsai e agora vamos descobrir o que significa o termo yamadori.

 

 

Yamadori é uma expressão japonesa que significa tirar da montanha.

 

 

 

Falar de yamadori é falar de uma situação controversa, já existe há muitos anos e é perfeitamente respeitável quando aproveitado a título pessoal, mas acaba por ser suspeito quando chega a um nível comercial, sobretudo em Portugal quando vemos espécimes recolhidos na natureza a serem vendidos como se fossem árvores com muita idade e que não são criadas desde do início pelo vendedor, como muitos querem fazer crer. Uma árvore recolhida na natureza, arrancada do seu meio natural, terá sempre um impacto muito mais relevante comparado com uma árvore criada num viveiro a partir de sementeira ou de estaca.

 

É um aproveitamento ilícito aos olhos dos produtores fiáveis, que passam muitos anos a tratar das suas árvores para que estas cheguem a um bonsai de verdade. Um produtor tem que  gastar muita energia e sobretudo muito dinheiro para conseguir um bonsai, anos a fio a regar, adubar, podar, transplantar e aramar a planta, proteger do frio e do sol intenso. Além disso tudo, pagar anualmente as taxas obrigatórias para ter autorização para cultivar e propagar  plantas, como o passaporte fitossanitário a DGAV, as taxas do ICNF para puder ter, reproduzir e comercializar as diversas espécies que conhecemos. Por isso não é justo que alguns vendam árvores provenientes de yamadori como se fossem de cultivo e além do mais nem sequer estão autorizados para venderem, não estão registados nem no ICNF nem na DGAV, não pagam as taxas anuais e sim podemos considerar a situação como uma concorrência desleal.

Concordamos que deveria haver mais fiscalização em relação às vendas feitas nalgumas plataformas.

 

A admiração que o colecionador tem por um yamadori é legítima e nasce da paixão pela resiliência da árvore; no entanto, relativamente à comercialização dessas mesmas árvores por supostos profissionais, é uma falha ética que ignora o trabalho sagrado de quem produz e sobretudo desvaloriza  o verdadeiro esforço do produtor, tanto físico como financeiro.

 

Além disso está a prejudicar a natureza em detrimento de dinheiro fácil. Quem comprar numa loja física ou online tem que ter em consideração este facto para não facilitar este tipo de comportamentos. Defendemos a honestidade acima de tudo e pedimos para ter o mais alto respeito pelos produtores, são eles que contribuem para termos bonsais dignos desse nome.

 

Yamadori sim, mas só a título pessoal e não a título comercial!

 

Para quem critica ou não entende a idade atribuída aos nossos bonsais, no nosso caso, na iberbonsai conseguimos dar uma resposta clara. Pelo menos somos capazes de responder porque sabemos exatamente quando realizamos as nossas sementeiras ou quando pomos em prática as nossas estacas. Contrariamente ao que acontece com as árvores provenientes de yamadori, não é possível saber a idade e é atribuída uma idade ao acaso.

 

O yamadori é uma técnica bem conhecida entre os múltiplos seguidores de clubes de bonsai, que consiste em recolher uma árvore na natureza, contrariamente a outros países como França e Espanha por exemplo, infelizmente em Portugal a recolha de árvores na natureza ainda não tem nenhum enquadramento legal com todas as restrições e obrigações necessárias para salvar o nosso património.

É verdade que na China também utilizaram muito este método no passado, a vida era muito diferente e era uma maneira de trazer um pouco de natureza às pessoas de uma certa categoria social.

 

 

É evidente que com este processo ganhamos tempo, porque podemos encontrar plantas com um aspeto já envelhecido e com curvas bem pronunciadas, em suma, é muito fácil obter rapidamente um bonsai de uma planta que recolhemos na natureza.

 

Só que, numa altura em que o aquecimento global deve ser levado muito a sério, percebemos que o mais pequeno ato de destruição que podemos evitar torna-se de extrema importância.

 

Pode parecer insignificante, mas quantas intervenções deste tipo podem ser realizadas em todo o mundo ao longo do ano?

Cabe-nos perceber que mesmo sendo apenas uma pequena árvore, tem uma importância fundamental no seu próprio ecossistema e a sua remoção pode desequilibrar o ambiente em que vive e causar por exemplo a erosão dos solos.

 

É mais fácil, rápido e sobretudo mais rentável vender uma árvore retirada da natureza, que em poucos anos é formada em bonsai, do que um bonsai a partir de semente ou de estacas que levará até dez vezes mais tempo.

 

Na iberbonsai produzimos os nossos bonsais a partir de sementes, estacas ou pré-bonsais provenientes de viveiros bem conhecidos, nunca retiramos planta da natureza, nem para a nossa coleção particular, nem para venda.

 

Acima de tudo, respeitamos a natureza e mais ainda, os nossos clientes!

 

Aproveitamos para alertar que é proibido retirar plantas da natureza  sem o consentimento do proprietário ou das autoridades locais e em Portugal  existe uma lei que obriga qualquer pessoa que quer retirar um quercus suber ou um quercus ilex a pedir uma autorização ao ICNF, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

 

O objetivo desta proteção é acompanhar uma estratégia global de conservação, tornando assim o quercus suber e o quercus ilex ou rotundifolia um dos principais componentes dos sistemas vivos a serem valorizados e preservados. Mesmos para plantar sobreiros em qualquer parte do nosso território é necessário uma autorização e o pedido  de licença é obrigatório

 

A recolha destas espécies sem a autorização das autoridades competentes conduz a multas que podem ser muito elevadas.

 

De facto, a natureza tem a vantagem de esculpir formas incríveis que são perfeitamente impossíveis de reproduzir pelo homem.

 

 

Por esta razão, em alguns lugares estranhos e fora das condições normais, podemos encontrar sujeitos suscetíveis de ter um forte potencial para se tornarem bonsai.

 

Num simples passeio na rua quando passeamos a pé ou na estrada quando andamos de carro, pode acontecer repararmos numa determinada árvore que pode eventualmente acabar no lixo, porque o taludo caiu ou por obras na via e as plantas serão literalmente deitadas fora. Aí sim, é perfeitamente legítimo tentar recuperar uma árvore antes que seja condenada e aproveitar para transformá-la em bonsai. Não é uma situação condenável, mas pelo contrário louvável, salvar uma árvore é um facto que merece respeito.

 

Também é perfeitamente normal aproveitar uma ou outra árvore que está no seu próprio jardim para começar a pensar transformá-lo em bonsai. Primeiro retiram a árvore do solo e colocam-na num vaso de plástico grande o suficiente afim de dar tempo a planta de recuperar do stress e criar raízes mais finas junto ao tronco principal. Alguns anos mais tarde pode-se pensar colocar a árvore num vaso de bonsai.

 

Ver onde estamos no distrito de Aveiro e a trinta quilómetros do Porto.

 

Como regra geral, as árvores de folha caduca são mais fáceis para se conseguir bons exemplares do que  as coníferas, mesmo se forem retiradas na altura certa.

 

Contudo se tiver autorização para retirar árvores, deverá ter em conta a época do ano para o fazer.

 

A melhor altura para se retirar árvores da natureza é no final do inverno e no início da primavera, pouco antes da formação dos botões. Sem folhas, uma árvore pode ser arrancada com mais segurança e a razão é simples: a seiva está parada e sendo assim a árvore não vai sofrer danos, é o momento oportuno para cortar raízes e ramos.

 

Quanto mais velha for a árvore, mais difícil será obter um bom exemplar, pois a raiz axial também será muito grande com o tempo, tornando-se quase impossível a sua remoção.

 

Algumas perguntas a ter em conta antes de remover uma árvore, para além da autorização explicada mais acima, é verificar o início do tronco logo acima do nebari e certificar-se que o movimento vale a pena e também tentar descobrir se a árvore em questão tem raízes suficientemente finas muito próximo da base do tronco.

 

O nebari é a expressão japonesa que significa raízes rasantes. É a base do tronco juntamente com as raízes superficiais do bonsai.

 

Relembramos que a essência da cultura do bonsai fundamenta-se no alcance da perfeição do nebari, ou seja, o sistema radicular apurado que vai permitir proporcionar um melhor desenvolvimento da estrutura aérea.

 

Para obter um bom nebari temos que realizar transplantes frequentes, cortar a raiz principal, ou seja axial, dirigir e ordenar de forma equilibrada as raízes secundárias ditas lenhosas, são essas que vão segurar o bonsai ao solo e as mais finas, não lenhosas, cuja missão é a absorção e o transporte dos elementos nutritivos.

 

Ler artigo original sobre o nebari do bonsai.

 

Se a nossa árvore tiver todas as condições necessárias, podemos arrancá-la de uma só vez, tomando todas as precauções necessárias, mantendo o maior número possível de raízes finas e cortando a raiz axial o mais curto possível.

 

O mais importante é manter o maior número possível de raízes pequenas e finas.

 

Por vezes será impossível a remoção de uma só vez, por exemplo se as raízes mais finas estiverem longe da base do tronco, devemos primeiro cortar as raízes maiores a uma distância razoável e depois cobrimo-las com terra para que produzam raízes novas e mais finas, o que  pode demorar vários anos. Por isso temos que ter muita prudência no local onde vamos colher a árvore, porque se demorar vários anos, temos que ter a certeza de poder voltar sem problema para recuperá-la.

 

Uma vez que a árvore tenha sido removida do seu local, teremos de a replantar, depois de retirar uma boa parte do solo antigo, mantendo apenas a terra mais próxima do tronco. Não é aconselhável lavar as raízes como algumas pessoas indicam, ao retirar uma planta da terra, ela traz consigo nutrientes agarrados às raízes e se procedemos a lavagem das mesmas, estaríamos então a retirar o alimento principal da árvore que é tão precioso, para as raízes  terem tempo suficiente para fixarem ao novo substrato. Cortamos o máximo de raízes possível, sobretudo guardando todas as raízes mais finas. Transplantamos num substrato de muito boa  qualidade como akadama hard quality que eventualmente podemos misturar com pómice para ajudar no arejamento do solo.

 

 

O substrato deve ser muito drenante para evitar o apodrecimento e conseguir um bom arejamento.

 

Ler artigo sobre a akadama para bonsai.

 

E sobre a pómice para bonsai.

 

Verificar a massa foliar e reduzi-la se necessário de acordo com o volume de raízes para obter um bom equilíbrio. Quanto mais reduzimos o volume de raízes, mais teremos de reduzir a massa foliar, é matemático e sobretudo muito acertado. Convém sempre retirar uma certa percentagem de folhas para minimizar a transpiração e ajudar a árvore a sobreviver.

 

Colocar o futuro bonsai num local a meia-sombra ou mesma à sombra sem adição de fertilizante e controlar a rega, tentando manter um nível de humidade relativamente estável para não corrermos o risco de apodrecimento das raízes.- Nunca se deve colocar adubo a uma árvore recém arrancada e transplantada. Temos que esperar pelo menos três a quatro semanas após o transplante e se possível após a nova rebentação antes de começar a aplicar um adubo, seja ele mineral ou orgânico.

 

Na iberbonsai temos agora um adubo de última geração que pode ser aplicado nas árvores de yamadori, é o mesmo que para os pré-bonsais, chama-se Hiryo Gold crescimento. Basta espalhar os grânulos por cima do substrato húmido uma vez por mês.

 

Ver adubos.

 

A árvore recentemente transplantada não tem atividade, não tem circulação da seiva nem transpiração, se estiver abrigada a sombra e portanto, não tem evaporação e não necessita de abastecimento de água muito grande, é só manter a humidade necessária.

 

Ler artigo original sobre o transplante do bonsai.

 

Na iberbonsai estamos sempre disponíveis para ajudar, seja com árvores provenientes de yamadori ou outros, diretamente nas nossas instalações que abrimos aos fins de semana das 10h às 12h e das 14h30 às 17 horas, outros dias por marcação prévia. Ou via WhatsApp, muito mais rápido, basta enviar-nos uma foto e explicar qual o problema e tentaremos ajudar da melhor forma possível. Via Facebook e Instagram ou mesmo no nosso web site nos nossos blogues onde fornecemos muitas informações relacionadas com a manutenção do bonsai. Facilitamos a procura com o nosso léxico, onde basta entrar a letra correspondente ao nosso problema e somos diretamente dirigidos sobre o artigo que irá ajudar.

 

Também temos os nossos QR codes que acompanham os nosso produtos, muito práticos porque têm acesso a informações pertinentes sobre o produto ou a árvore sobre o qual foram colocados e estão sempre atualizados durante todo o ano.

 

Publicamos com regularidade vários posts e uma newsletter semanal onde é possível acompanhar a nossa atividade e estar a par das nossas novidades e manter-se informado sobre a arte do bonsai e a sua manutenção.

 

 

Trabalhar com uma árvore proveniente de yamadori pode levar muitos anos.

 

 

Cuidado com a pressa, não é aconselhável começar a trabalhar com uma árvore recém-arrancada e transplantada, devemos esperar até que a planta esteja em perfeitas condições e estabilizada e tenha criada novas raízes, o que pode levar vários meses.

 

Uma árvore recém arrancada está frágil e não é oportuno começar logo a massacrá-la com podas drásticas, só provocaria um stress enorme e o resultado seria uma não reação e pior ainda possivelmente acabaria por secar e morrer.

 

NOTA:

 

- Muitos dos nossos clientes acreditam que a sua árvore transplantada recuperou após apenas alguma semanas, mas a sobrevivência da árvore não deve ser confundida com a recuperação. A árvore continuará naturalmente a crescer mesmo sem as condições necessárias por ter ainda seiva a circular nos ramos, mas acabará por perder a sua força e eventualmente morrer.

 

Por conseguinte, é importante garantir que a nossa árvore está realmente a crescer e a criar novas raízes antes de pensar praticar podas severas ou qualquer outra intervenção que provoca ainda mais stress a nossa árvore. Recuperar da natureza com responsabilidade sim, mas não a qualquer custo e fazer todos os possíveis para que a sua recuperação seja um sucesso.

 

 

 

Cultive a Paz. Crie a Arte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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