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Brotos e gomos do bonsai

Brotos e gomos do bonsai

Para que um bonsai tenha sucesso, especialmente no que respeita à poda, é essencial saber reconhecer e distinguir os diferentes tipos de gomos e porquê?

 

Primeiro que tudo o que é um broto ou gomo do bonsai?

 

Um gomo ocorre normalmente na axila de uma folha ou no fim de um ramo, não está muito desenvolvido ou está mesmo num estado embrionário. Uma vez formado, o gomo pode permanecer num estado dormente durante algum tempo e depois dar origem a brotos de ramos ou brotos de flores.

No bonsai, a dormência, que ocorre quando a seiva deixa de fluir, é a fase pela qual o bonsai passa no final do Outono - início do Inverno, depois de as folhas terem caído e dura até ao iníco da Primavera seguinte quando os botões começam a abrir porque a seiva começa a circular normalmente de novo.

 

O gomo terminal activo produz uma hormona, a Auxina. Esta hormona é responsável pelo crescimento de células nos tecidos primários.

Os gomos são descontínuos, formam-se durante o período de dormência de Inverno e começam a sua actividade na Primavera, quando a temperatura sobe.

 

Podemos então notar que nem todos os gomos começam ao mesmo tempo.

Por exemplo, no caso do Prunus Mume ou Chaenomeles Japónica, os gomos de flores abrem primeiro, com os gomos de ramos a abrir mais tarde. Uma explicação para este princípio é que, se os gomos que dão origem aos ramos se abrissem primeiro, a polinização seria dificultada pelas folhas.

 

Existem vários tipos de gomos, os gomos terminais ou apicais localizados no fim dos caules, garantido o crescimento em comprimento destes últimos.

Depois os gomos secundários ou laterais ou axilares, responsáveis pela ramifacação mais fina, que é o que procuramos para estruturar o nosso bonsai.

 

Se o gomo terminal ou apical for cortado, por exemplo pela poda, os gomos laterais ou axilares entram em jogo para desenvolver ramificações, uma vez que o crescimento deixará de ocorrer até ao fim do ramo.

Isto é o que exploramos através da poda do bonsai para criar novos ramos. Isto é também o que aplicamos em caso de alporquia ou enxerto no momento do desmame.

 

Recordamos que é importante respeitar um detalhe fundamental na escoha do gomo axilar a cortar e do gomo a deixar. Para evitar ter de podar severamente mais tarde, precisamos de pensar em que direcção o ramo futuro irá crescer a partir do rebento que queremos deixar.

Para tal, devemos sempre manter um gomo que cresce para fora do tronco principal e não para dentro, de modo a evitar ter ramos que se cruzam, o que é esteticamente prejudicial e indesejável no bonsai.

 

Em todos os casos, a retoma da vegetação manifesta-se por um inchaço do gomo, que se chama "brotação" e se reflecte nos orgãos interno que crescem, nos entrenós que se alongam e na perda dos pêlos que os cobrem, caso existam.

 

A poda sem identificar o tipo de gomo com que estamos a lidar pode levar a resultados desagradáveis. É o caso do Prunus Mume, por exemplo, uma vez que as suas flores são extremamente importantes, podemos ser tentados a podar deixando apenas brotos de flores, o que seria um erro fatal porque se não deixarmos brotos de ramos e só restarem brotos de flores no ramo, este acabará por secar e o bonsai poderá mesmo morrer.

 

Mas como podemos distinguir entre os dois tipos de brotos?

 

 

O broto que dará origem aos ramos é facilmente reconhecível pela sua forma alongada e pontiaguda, quase picante como pode ver no Fagus Sylvatica. É um rebento que irá produzir um ramo à medida que se desenvolve.

 

Também pode ter uma forma triangular, muito próxima do ramo como na Macieira por exemplo. O broto lenhoso é chamado de broto vegetativo e é o último elemento na produção de madeira, pelo que produz um rebento ou caule folhoso.

 

O caule é um orgão, mais comummente aéreo e serve de revezamento entre as raízes e as folhas na troca de substâncias químicas. O tronco é uma extensão dos nós e entrenós, sendo os nós o ponto de partida dos ramos e folhas, é precisamente esta áerea que nos interessa na definição do estilo do futuro bonsai.

 

Qual o papel da folha na vida do bonsai?

 

É graça à folha que o bonsai pode viver, sendo as suas principais funções a fotossíntese e a respiração. Estes são dois processos físico-químicos que intervêm no complexo mecanismo de nutrição do bonsai.

 

A Fotossíntese:

 

Só ocorre na presença de luz, razão pela qual insistimos sempre em escolher um local com muita claridade para colocar o chamado bonsai dito de interior ou bonsai tropical, caso contrário é muito difícil manter um bonsai no interior.

 

As plantas procuram a luz através de foto-receptores nas folhas, que podem detectar fontes de luz. É por isso que o bonsai de interior deve ser virado constantemente, par que não cresça sempre na mesma direcção, ou seja, em direcção à luz, como uma janela.

 

A luz, tal como a água, é essencial para a boa saúde do bonsai.

 

A Respiração:

 

A respiração do bonsai corresponde à absorção de oxigénio ou O2 pelas folhas, caules e raízes e a uma libertação de dióxido de carbono CO2.

Note-se que estamos também a falar de raízes, o que é particularmente importante para o bonsai, porque as raízes respiram e para isso é essencial que o bonsai esteja num substrato de muito boa qualidade, como o akadama que graça à sua estrutura especialmente concebida, permite a drenagem e sobretudo, o arejamento das raízes do bonsai.

 

As plantas respiram graças a aberturas localizadas na parte inferior, para evitar exposição directa à luz, ou por vezes também na parte superior das folhas, chamadas estomas.

Um estoma é uma abertura natural no caule ou na folha. São os estomas que permitem e regulam a troca de gases como o dióxido de carbono, oxigénio ou vapor de água, desempenhando um papel importante na vida do bonsai.

 

Os estomas são essenciais para a sobreviivência das plantas porque são responsáveis pelo bom funcionamento da respiração das plantas, assim como pelo processo de mecanismos de defesa em situações que são prejudicias ao bonsai, como stress hídrico.

 

Também são reguladores de temperatura.

 

Os estomas abrem, mas também podem fechar em caso de humidade insuficiente para poupar água. Este processo não pode ser muito prolongado, porque se os estomas estiverem fechados, o dióxido de carbono ou CO2 não pode entrar, o bonsai não se pode alimentar adequadamente, murchará, perderá as suas folhas e se esta situação continuar, o bonsai morrerá.

Neste caso estamos a falar do ponto de murcha permanente, que é o teor de água do solo em que as folhas do bonsai começam a secar permanentemente, é muito provável que seja demasiado tarde para regar, porque não são apenas as folhas que estão desidratas, mas também os ramos e o bonsai morre.

 

Nota: não é aconselhável colocar um bonsai num quarto porque à noite o bonsai respira, absorvendo oxigénio e libertando dióxido de carbono na atmosfera, um processo que se inverte durante o dia quando hà luz.

 

 

O broto floral:

Este tipo de broto é muito maior que o da madeira e, sobretudo, é arredondado, em contraste com o broto da ramificação que é pontiagudo.

È o broto que irá produzir flores durante o seu desenvolvimento e, consequentemente, frutos mais tarde.

 

O que é e qual a designação de uma flor:

 

É um orgão reproductor das plantas composto essencialmente de orgãos masculinos os estames, e orgãos femininos o pistilo.

 

Como vimos até agora temos dois tipos de gomos ou brotos do bonsai.

 

No caso do bonsai, a flor pode eventualmente dar frutos como no Chaenomeles Japónica, mas estes não terão qualquer utilidade. As sementes que poderíamos eventualmente recuperar para futuras sementeiras não são seleccionadas, gerando resultados bastante insignificantes.

 

 

 

📆 publicado em 24-12-2021

 

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