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bonsai ulmus parvifolia
Também chamado de ulmeiro da china. Originária da China é o bonsai mais conhecido, encontrámo-lo em grandes superfícies comerciais e por isso é muitas vezes o primeiro bonsai.
Frequentemente confundido com a zelkova serrata, a zelkova tem semelhanças com o vulgarmente conhecido ulmeiro chinês com folha duplamente dentada enquanto que a zelkova tem folha simplesmente dentada, ovalada e pontiaguda.
O bonsai ulmus parvifolia é um bonsai de dupla localização.
Pode viver dentro de casa desde que haja muita luz, neste caso irá manter as folhas ao longo de todo o ano, ou no exterior, onde as condições são mais adequadas. Em caso de inverno muito frio, irá perder as folhas. A folha voltará a nascer na primavera quando o tempo ficar mais ameno.
É uma árvore engraçada devido à sua folha pequena recortada, verde-escuro e a sua intensa ramificação, muito apreciada em bonsai.
O Ulmus Parvifolia é um bonsai muito resistente, recomendado para principiantes como primeiro bonsai, suporta algum stress como a falta de água ou de luz. Em caso de stress devido a erros aconselhamos o uso do nosso estimulante para bonsai.
Se comprar um bonsai ulmus parvifolia no fim do outono ou durante o inverno, é aconselhável guardá-lo dentro de casa abrigado do frio, num local com muita luz.
O bonsai de interior precisa de muita luz, (junto de uma janela), mas não gosta de sol directo, 1800 lux são necessários.
Vire o bonsai periodicamente para assegurar um crescimento regular da rama.
Afaste-o dos pontos fortes de calor, evite os excessos de temperatura e as correntes de ar.
A temperatura ideal para o bonsai de interior situa-se entre os 14º e os 25ºC.
Como já vimos o bonsai ulmus parvifolia é um bonsai de dupla localização, pode viver sempre dentro de casa se tiver as condições adequadas, ou sempre no exterior, sabendo à partida que irá perder as folhas consoante a temperatura, quanto mais baixas as temperaturas mais quantidade de folhas irá perder. A rebentação acontecerá logo na primavera seguinte.
Multiplicação do bonsai ulmus parvifolia.
Por sementeira:
Relativamente fácil de obter por sementeira. Um grama contém cerca de 200 sementes de bonsai ulmus parvifolia e a taxa de sucesso ronda os 30%.
Sementeira directa quando a temperatura exterior atingir os 20ºC, mas primeiro convém colocar as sementes dentro de água durante 24 horas. No fim do processo retiramos as sementes “vazias” que ficam à superfície, pois nunca irão germinar por estarem sem conteúdo nutritivo.
Realização da sementeira do bonsai ulmus parvifolia na iberbonsai : primeiro, preparar um substrato composto por 1/3 de areia fina (de preferência lavada) e 2/3 de substrato a base de folhas (tipo turfa mas muito fina).
Segundo, encher os recipientes ou vasos, calcar ligeiramente com um pau ou uma tábua e repartir as sementes no substrato.
Cobrir as sementes com o mesmo substrato e colocar os recipientes ou vasos a 20/24ºC (à luz) durante o dia e 14/15ºC durante a noite.
Podemos cobrir com um filme plástico transparente para manter a temperatura e higrometria.
Nunca cobrir uma semente com substrato com mais que uma vez a sua espessura.
Leia mais sobre a sementeira >
Por estaca:
Semi lenhosa, é a estaca de mais fácil elaboração e a mais habitual no mundo hortícola e no bonsai também, aplica-se a muitas espécies perenes e coníferas. Recolha das estacas de ulmus parvifolia no fim do verão e no início do outono com madeira já amadurecida.
Consiste en recolher ramos com uma parte amadurecida e outra mais tenra e ainda verde na extremidade, em regra geral em agosto até meados de setembro.
Cortar um ramo de 10 a 15 cm de comprimento, sempre abaixo de um nó, única zona onde podem nascer as futuras raízes. Tirar os galhos laterais e tirar também a quase totalidade das folhas, deixando apenas as 2 ou 3 últimas folhas, o objectivo é preservar as reservas nessas últimas folhas, que por outro lado não podem ser muito grandes para não desperdiçarem a água pela evaporação (evapotranspiração-potencial).
As estacas serão de seguida enterradas até metade da altura num substrato muito leve, apertando bem em volta para não deixar ar junto ao ramo o que provocaria a secura impedindo o nascimento de novas raízes. Manter num ambiente húmido tipo nevoeiro até começar a ganhar as primeiras raízes, depois passar a regar com micro aspersores.
Leia mais sobre estaquia do bonsai>
Poda do bonsai ulmus parvifolia:
A poda de manutenção realiza-se durante toda a época de crescimento, consiste em manter a forma predefinida deixando apenas mais duas novas folhas para aumentar o tamanho e volume do bonsai.
A poda de estruturação do bonsai ulmus parvifolia efectua-se no inverno com a seiva parada (dormência), o objectivo da poda de estruturação é manter a árvore compacta e definida.
A poda de estruturação consiste em definir as bases gerais do tronco e dos ramos principais, elementos decisivos para transmitir a percepção que o autor quer dar ao seu bonsai: força, elegância, ligeireza, movimento… poda que também pode ser realizada ao mesmo tempo que o transplante e assim aproveitar para conseguir o equilíbrio entre a parte aérea e a parte radicular.
A maioria das espécies de árvores transformadas em bonsai tem dominância apical, significa que o crescimento é favorecido nos brotos terminais, seja no ápice ou nas extremidades dos ramos, em detrimento dos outros ramos secundários mais baixos.
O objetivo principal da poda de estruturação, é a estética do bonsai, provocando uma nova rebentação mais compacta e sobretudo mais perto dos ramos primários de forma a equilibrar a entrada da luz e dar mais vitalidade aos ramos mais baixos e de segundo nível.
Estamos assim a melhor distribuir a energia no conjunto dos ramos a partir do início da árvore e não no fim, como acontece na natureza por razões de sobrevivência.
Na natureza é a árvore mais alta e mais forte que sobrevive ao contrário da mais pequena e mais débil que acaba por morrer. Ler mais sobre as "florestas" para perceber melhor.
No bonsai temos a possibilidade de melhorar esse problema, reequilibrando a força e a energia através da poda de estruturação.
A poda regular dos ramos tem como finalidade o aumento do número de brotos e visto as raízes estarem limitadas num espaço reduzido no vaso, o bonsai deve repartir a energia em direcção a uma maior quantidade de folhas, que ficam assim cada vez mais pequenas.
É a lei da proporção, quanto mais folhas houver para alimentar, mais pequenas irão ficar é um fenômeno natural que podemos ajudar a provocar.
A poda de estruturação permite retirar os ramos que cresceram em demasia no bonsai e que estão “a mais”.
Cortamos os ramos pequenos e pequenas ramificações com uma tesoura fina ou grossa. Para podar os ramos maiores, utilizamos uma podadora côncava a fim de obter uma cicatrização o mais discreta possível.
O alicate ou podadora de ponta esférica proporciona um corte côncavo e limpo que acelera o processo de cicatrização do bonsai.
Aplicar uma pasta cicatrizante nos cortes maiores, ajuda na cicatrização e impede a entrada de fungos.
Aramação do bonsai ulmus parvifolia:
A aramação do bonsai ulmus parvifolia consiste em enrolar um arame de alumínio anodizado em volta do tronco ou de um ramo para modificar a sua direcção, tendo em vista a definição da forma pretendida.
O arame tem de ter um apoio para ser eficaz, deve-se começar a colocar o arame no torrão directamente e enrolar em volta do tronco ou dos primeiros ramos (mais baixos).
Para os ramos superiores começar a partir do tronco ou à volta de um ramo mais grosso, respeitando sempre um ângulo de 45º começando sempre pelo ramo mais grosso e seguindo até ao ramo mais fino.
Truque: o arame deve vir de cima para baixo para dobrar o ramo para cima e de baixo para cima para dobrar o ramo para baixo.
Por norma utilizamos um arame com 30 % do diâmetro do ramo que queremos moldar, por exemplo um ramo com 10 mm de diâmetro = um arame com 3 mm de diâmetro. Basta
fazer um teste e ver se o arame segura o ramo ou se é o contrário, neste caso muda-se para um arame mais grosso.
O comprimento do arame corresponde +/- a duas ou três vezes o comprimento do ramo a moldar.
Numa primeira fase coloca-se o arame em todos os ramos que queremos direcionar e só depois começamos a moldar e a estilizar o bonsai ulmus parvifolia conforme pretendido.
Podemos aramar o bonsai ulmus parvifolia durante praticamente todo o ano, mas temos que ser muito vigilante durante a fase de crescimento, o ulmus parvifolia é muito vigoroso e corremos o risco de ver alguns ramos estrangulados se não se intervir a tempo. Basta retirar o arame e voltar a colocar deixando mais espaço para o ramo crescer. Nunca exercer demasiada força, os ramos do ulmus parvifolia são de uma certa flexibilidade mas também podem quebrar com facilidade.
Leia mais sobre a aramação do bonsai >
Transplante do bonsai ulmus parvifolia:
O transplante do bonsai tem como finalidade a renovação do substrato que ficou mais fraco, o corte de raízes muito compridas para provocar a ramificação de raízes mais finas junto ao tronco e também dar mais espaço ao torrão.
Podemos aproveitar também para corrigir a posição do bonsai no vaso.
Quando transplantamos nunca mudamos para um vaso muito maior, por norma acrescentamos somente mais 5 cm à medida do vaso antigo.
Cuidado com o substrato. A escolha certa do substrato é garantia da boa saúde do bonsai.
Um bom substrato deve reter a humidade necessária e deve garantir a circulação do ar.
Por isso recomendamos a utilização de Akadama Hard Quality para o transplante do bonsai ulmus parvifolia.
Rega do bonsai ulmus parvifolia
A rega do bonsai é o passo principal para o sucesso
Como o vaso do bonsai é muito reduzido, logo não possui grande reserva de água e nutrientes, se não regarmos o bonsai antes de a terra secar por completo, as raízes irão também enfraquecer as folhas ficam murchas e a cair, o bonsai pode acabar por morrer!
Se as raízes não ficarem completamente desidratadas ainda poderá salvar o bonsai com uma rega abundante de seguida.
Em contrapartida o excesso de água também pode acontecer e é igualmente prejudicável ao bonsai que não poderá ficar constantemente num substrato húmido.
É por isso que aconselhamos sempre o uso da Akadama, substrato ideal para o envasamento do bonsai ulmus parvifolia e com a particularidade de ser mais fácil distinguir quando está seco (mais claro) ou humido (mais escuro), facilitando assim a tarefa de quem tem a responsabilidade da rega.

regador 3 litros - iberbonsai
Quando regar?
O número de vezes que devemos regar dependerá do tipo de bonsai, da qualidade do substrato, da intensidade do sol que a planta recebe, etc.
As plantas que vivem em vaso dependem de nós para crescerem. As raízes precisam de água e de ar e por isso é indispensável deixar secar o substrato entre cada rega.
Por norma só voltamos a regar quando a terra à superfície começar a secar, (nota-se pela cor mais pálida do substrato, mais fácil com Akadama).
É primordial para a boa saúde do bonsai manter as folhas secas, as folhas húmidas tornam-se folhas doentes, por isso é aconselhável regar de manhã para as folhas terem tempo de secarem durante o dia.
Se regar à noite as folhas ficam húmidas muito tempo e o bonsai torna-se mais sensível a fungos e doenças.
Evitar também regar durante a tarde porque corremos o risco de queimar as folhas do bonsai.
Regar bem impõem regar abundantemente, de forma contínua até a água sair pelos furos do vaso e repetir a operação alguns minutos depois para termos a certeza que as raízes estão bem molhadas.
Nota: temos que ter em atenção que, quanto mais seco ficar o torrão, mais depressa a água irá sair pelos furos do vaso e, claro, isso não significa que o bonsai esteja bem regado, pelo contrário e nesse caso é necessário repetir e insistir durante algum tempo para que as raízes fiquem bem molhadas.
Existem vários estilos para formar e moldar os bonsais consoante o desejo do autor mas também da aptidão de cada espécie.
Estilos mais usados para o bonsai ulmus parvifolia:
Hokidashi: estilo de Bonsai em forma de vassoura. Os galhos seguem em todas as direções formando e abrindo-se como um leque.
Moyogi: ereto informal. O tronco apresenta várias curvas que começam na base e diminuem até o seu ápice.
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