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bonsai e a natureza

 

 

O bonsai e a natureza.

 

O bonsai é uma árvore natural, mas em miniatura, por viver num vaso muito reduzido e porque estamos constantemente a praticar a poda, minimizamos assim o seu desenvolvimento. Temos muitos bonsais no nosso viveiro cujo desenvolvimento praticamente não é percetível durante o ano porque o seu desenvolvimento é mínimo.

 

Na iberbonsai, a natureza vem em primeiro lugar. Não exploramos o bonsai como uma cultura intensiva, com aplicações periódicas e regulares de produtos fitofarmacêuticos. Tratamos os nossos bonsais tendo em conta a máxima preservação do ambiente natural em mente.É importante para nós proteger o ambiente e isto também nos ajuda a manter as nossas árvores de boa saúde, porque a natureza tem todas as armas necessárias para lutar contra aquilo que chamamos os inimigos das culturas, para isso é importante respeitar o equilíbrio natural e saber aproveitá-lo no momento certo. Ao longo do tempo aprendemos a lidar com o meio ambiente e com as condições que nos rodeiam para tirar o máximo proveito.

 

 

O bonsai e a natureza 

 

Temos as nossas instalações em Maceda, distrito de Aveiro, a trinta quilómetros do Porto e beneficiamos de um microclima excecional, estamos perto do mar, apenas um quilómetro em linha reta, o que nos permite escapar ao frio intenso do inverno, assim como ao calor elevado no verão. A título de exemplo, no verão temos cinco graus de diferença entre o nosso viveiro e a estrada nacional 109 situada somente a dois quilómetros. Além disso, as nossas instalações  situam-se numa zona arborizada e mais baixa, o que proporciona um nível de humidade relativa extremamente favorável ao cultivo do bonsai. Em contrapartida como estamos a um nível mais baixo também sofremos com inundações, que podem ocorrer no outono ou na primavera e que acontecem com frequência, a última muito recente que aconteceu em novembro de 2025, com uma cheia repentina que deixou o nosso viveiro debaixo de água durante quase dois dias seguidos. São as consequências das alterações climáticas que vivemos hoje em dia, com incêndios mais violentos e muito mais duradouros, inundações repentinas mais frequentes e também mais mortíferas, ventos devastadores que levam tudo por onde passam, mar agitado com ondas cada vez maiores.

 

Falar de incêndios em Portugal é falar de florestas de eucaliptos, tipo de monocultura espalhada pelo país, sobretudo no interior que é o modo de viver de muitas famílias, infelizmente é um barril de pólvora porque as vastas áreas plantadas de eucaliptos não respeitam nenhuma condição de segurança, ou seja,não existem zonas de corta fogo obrigatórias. Claro que a responsabilidade não é dos proprietários florestais que vivem da madeira, é o sustento das suas famílias, mas sim dos sucessivos governos que não implementaram nenhum programa de reabilitação da floresta e dos terrenos agrícolas.

 

Em Portugal há demasiadas pequenas parcelas que pertencem a vários proprietários e cada um precisa rentabilizar a sua, pelo menos para poder pagar os impostos referentes. A primeira tarefa do estado deveria ser reagrupar  as diversas parcelas  de cada proprietário de maneira  a formar uma só, permintindo assim criar zonas de corta fogo. Claro que cada dono tem direito de ser compensado por isso. É a única possibilidade para reduzir os riscos de incêndio no país, controlar as zonas plantadas com eucaliptos e também tentar plantar outras espécies que não sejam tão inflamáveis, como o sobreiro por exemplo. E mais uma vez o estado deveria intervir financeiramente para compensar o produtor que aceita investir noutras espécies, já que demoram muito mais tempo a serem tentáveis, uma plantação de eucaliptos faculta rendimentos ao fim de dez anos, enquanto que o sobreiro leva quase vinte e cinco anos  e mais de quarenta para ter um rendimento excecional.

 

Regra geral o eucalipto gera dinheiro  mais rápido. É a espécie que permite a um pequeno proprietário ter um rendimento quase imediato. A margem anual é superior. Enquanto que o sobreiro é mais um investimento a longo prazo e por isso não ter muito interesse para os pequenos produtores, daí ser necessária a intervenção do estado.

 

 

Para minimizar os riscos de incêndios nos eucaliptais, deveríamos ter como exemplo o produtor Portucel que gere mais de cem mil hectares de floresta em Portugal:

 

- Não plantam hectares de eucaliptos a perder de vista. Na altura da plantação, intercalam  com zonas de folhosas como os carvalhos ou os sobreiros que ardem mais devagar, criando assim barreiras naturais.

- Criam e mantêm milhares de quilómetros de estradões impecáveis para servir dois propósitos, ou seja, impedir o fogo de saltar de um lado para o outro e permitir que os veículos de combate cheguem a qualquer ponto da propriedade em minutos.

- Limpam o mato de forma mecânica ou química recorrentemente. Se não houver mato por baixo das árvores, o fogo rasteiro não corre tão rápido.

- Usam sistemas de câmaras e sensores que detetam colunas de fumo e triangulam a posição exata em segundos.

- Têm uma força de combate a incêndios profissional e privada, com helicópteros próprios, equipas de combate terrestre que são os sapadores florestais e maquinaria pesada como as máquinas de rasto, em alerta constante durante o verão.

- Qual a vantagem: enquanto que os bombeiros têm de proteger aldeias e pessoas, que é a sua prioridade máxima, a força de combate da Portucel foca-se exclusivamente em atacar o fogo na floresta antes que ele ganhe dimensões incontroláveis.

 

É evidente que para os pequenos produtores é impossível terem um sistema idêntico individualmente, mas se o estado conseguiste reagrupar as parcelas, seria possível pensar numa solução muito semelhante e assim reduzir os incêndios mantendo os rendimentos dos operadores florestais.

A natureza e a população agradeciam.

 

Retornando a nossa situação e respetiva localização, a vantagem de estarmos numa zona mais baixa torna-se uma desvantagem quando temos grandes quantidades de precipitação que cai em muito pouco tempo numa determinada zona e como é lógico, a água corre sempre para as partes mais baixas, em direção ao mar. No nosso caso dependemos diretamente da barrinha de Esmoriz nestas circunstâncias, quer isso dizer que, se as comportas estiverem abertas e com maré baixa a água irá escoar rapidamente, caso contrário e com maré alta, a água permanece  nas partes inundadas até o mar descer novamente.

 

Novembro 2025

 

Ler artigo original sobre a barrinha de Esmoriz.

 

Ver onde estamos.

 

É por isso que no nosso viveiro encontramos muitas espécies de animais e insetos que vivem em simbiose nas nossas árvores de bonsai e que, naturalmente, protegemos. Como por exemplo o Bicho-pau que no verão aparecem de todos os tamanhos, as aranhas que constroem as suas teias nas nossas estufas para se alimentarem de insetos e assim ajudam-nos a diminuir as pulverizações com inseticidas.

Encontramos regularmente salamandras e tritões marmoreados dentro dos vasos de bonsai, porque gostam de humidade. Normalmente estão a dormir por baixo do torrão do bonsai, quando isso acontece apressamo-nos a colocar tudo como estava para não as perturbar. A salamandra e o tritão marmoreado são inofensivos  para as plantas, não as desstroem, não atacam nem as raízes, nem os ramos do bonsai.

Por serem um dos animais mais sensíveis aos produtos químicos é, portanto, uma prova irrefutável em como quase não usamos fitofármacos. Também temos imensas pequenas rãs nas nossas instalações e como quase não aplicamos químicos, elas  encontram o que necessitam para sobreviverem.

 

De facto, na iberbonsai apenas aplicamos produtos fitofármacos em casos excecionais de infestação grave, como é o caso da cochonilha ou inseto farinhento, para evitar a propagação a todos os bonsais. Neste caso, escolhemos sempre o produto menos tóxico possível para o ambiente.

 

Respeitamos e implementamos condições ótimas de cultivo, a fim de evitar a utilização de produtos químicos e desta forma ajudamos a proteger o meio ambiente. A nossa rega é muito controlada e sempre realizada da parte da manhã, evitando o ponto de murcha para não causar danos desnecessários ao bonsai e nunca regamos em excesso para não corrermos o risco de apodrecimento das raízes.

Saber regar o bonsai é uma arte e é necessário alguma prática até conseguir perceber quando o bonsai está a necessitar ser regado, muitos clientes já perderam bonsai por falta ou excesso de água, apenas com dedicação e alguma experiência se consegue entender quando e como regar como deve ser.

Nas nossas instalações aproveitamos a água da chuva que recuperamos das caleiras das nossas estufas, diretamente num lago artificial de oitenta mil litros, além de ser melhor que a água de furos artesianos, ajuda-nos a poupar as napas freáticas que são cada vez mais diminutas.

 

Ler artigo sobre a rega do bonsai.

 

A água é o bem mais precioso que podemos ter, sem ela não é possível a vida na terra e temos obrigação de a proteger o mais possível que podemos. Todos precisamos de água para viver, começando pelas plantas, as árvores, os animais e claro, os seres humanos.

E onde há falta  de água ou escassez dela há conflitos e guerras cruéis, a água é o bem mais precioso.

 

Temos algumas precauções e hábitos de cultivo que favorecem o bom desenvolvimento dos nossos bonsais, sempre baseados numa prática o mais natural possível. Por exemplo, na primavera, especialmente nas macieiras e nos aceres, que são normalmente atacadas por pulgões, mas também pode acontecer com outras espécies, cortamos os rebentos novos suscetíveis de serem invadidos por estes insetos, quase todas as semanas e assim evitamos, uma vez mais, pulverizar um inseticida e ao mesmo tempo praticamos a poda. Os rebentos jovens são geralmente considerados como ladrões para tirar força ao fruto e devem, portanto, ser removidos. Os piolhos atacam sempre os rebentos mais macios, quase nunca os ramos  de madeira madura. É mais trabalhoso, mas pelo menos dispensamos o uso de produtos químicos prejudiciais ao nosso plantea.

 

Reduzimos a intensidade solar no verão, fechando as redes de sombra e os ecrãs térmicos antes do meio-dia e reabrindo-os no final da tarde. Por um lado, protegemos os nossos bonsais das queimaduras solares e, por outro lado, poupamos a água, esse bem precioso e indispensável à vida na terra. Em casa é possível fazer o mesmo com a ajuda de um guarda-sol por exemplo.

 

Ler artigo original sobre o sombreamento do bonsai.

 

Como já vimos recolhemos a água da chuva das caleiras das nossas estufas para poupar água e evitar o risco de ficar sem ela no verão, tendo assim um grande reservatório de água como medida preventiva.

Não esqueçamos que o estado da água, em forma líquida, é o principal bem da vida no nosso planeta, de facto os seres vivos caracterizam-se pela sua riqueza em água líquida, por exemplo a massa corporal do corpo humano contém creca de sessenta por cento de água.

 

O ar também contém vapor de água, mas a concentração é altamente variável e varia de dez a noventa e cinco por cento, dependendo das condições meteorológicas.

 

Por exemplo, em tempo de chuva quando a taxa de humidade é muito elevada, não precisamos de regar, mesma nas estufas, pois isso teria um efeito desastroso e poderia levar ao apodrecimento da folhagem e consequentemente ao desenvolvimento de doenças e fungos.

 

Ler artigo original sobre a água e o bonsai.

 

DICA:

 

- Para reduzir a rega nos bonsais, podemos praticar o arejamento da parte superficial  do torrão, por isso temos vários ancinhos, que disponibilizamos na nossa loja, para o efeito. O simples facto de arejar o solo na superfície reduzo a evaporação da água, um solo móvel retém e impede a água de evaporar-se, facilitando igualmente a circulação do ar, beneficiando as raízes e protegendo-as tanto da secura como da podridão.

 

Outro aspeto muito importante igualmente, recuperamos os restos de poda para compostagem, assim nada é desperdiçado, é um ciclo natural, os ramos e as folhas decompostas vão fazer um novo substrato que pode ser utilizado nos primeiros anos de cultivo das mudas, mas semprer em mistura com outro substrato, nunca utilizar o composto puro, mas sim na proporção de trinta por cento no máximo.

 

A compostagem requer guardar a matéria orgânica num local próprio e humidificado, coberto para não receber a água da chuva que provocaria a lavagem dos elementos nutritivos e sobretudo nunca acumular resíduos similares, convém misturar matéria orgânica verde e dita cinzenta, ou seja, de ramos já mais maduros. Sempre proceder por camadas sucessivas de cada, sem nunca exagerar na quantidade de cada uma. Mexer a mistura pelo menos uma vez por semana, se existirem pedaços de madeira grosseiros, melhor ainda porque favorece o arejamento do composto.

 

Regra básica: convém manter uma taxa de humidade constante.

 

Por norma o composto fica pronto entre três a seis meses na primavera e seis a nove meses no inverno.

 

DICA:

 

- Se o composto começar a cheirar mal, deverá remexê-lo. O mau cheiro é devido a falta de arejamento. A compostagem é o processo de transformação de restos vegetais em composto. É normal o composto aquecer durante o processo, é simal que está a decorrer de forma adequada.

 

 

O nosso trabalho no viveiro depende muito do tempo e temos de tomar decisões com base na temperatura, para proreger o bonsai do frio à noite, em caso de geada no inverno ou proteger do sol e do calor intenso com equipamento de sombreamento no verão.

 

Também dependemos da humidade do ar, se devemos regar ou esperar pelo dia seguinte, sempre com o espírito de maximizar os recursos e proteger o meio ambiente. Com uma taxa de humidade acima dos noventa por cento, não precisamos de nos preocupar com a rega, se regamos nessas condições estariamos a provocar a podridão das folhas e possivelmente mais tarde das raízes.

 

Como vimos noutros artigos, a seleção do substrato é igualmente de extrema importância. a melhor qualidade é necessária para evitar futuros contratempos. O substrato permite que o bonsai extraia a sua comida e a água e, por conseguinte, deve ser arejado o suficiente e não compactar rapidamente. Utilizamos a akadama, a kiryuzuna, a kanuma e a pómice por serem substratos que já fizeram as suas provas ao longo dos anos e são os solos preferidos dos produtores japoneses.

 

Ler artigo original sobre o substrato para bonsai.

 

A nossa responsabilidade reside em fazer a escolha certa das condições de cultivo, comprometendo-nos assim a ajudar a proteger a natureza.

 

Cada um de nós pode fazer o mesmo em casa, estes são pequenos gestos, mas são importantes para salvaguardar o nosso ambiente e tentar combater o fenómeno do aquecimento global. Aliás o bonsai é um excelente passatempo. O bonsai é felicidade, o bonsai é a relação de ser humano com a natureza. É uma obra de arte muito antiga, sagrada e propicia a meditação, é uma terapia que em muitos casos pode ajudar as pessoas a ultrapassar os seus problemas.

 

Ler artigo original sobre o bonsai é um passatempo saudável.

 

 

O ambiente natural deve ser respeitado, não importe onde e por quem, cabe-nos a nós todos protegê-lo e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para não piorar o clima, mas sim tentar melhorar através de pequenos gestos diários que são fáceis de alcançar, basta querermos e sobretudo acreditar que vale a pena.

 

 

O bonsai e a natureza na iberbonsai.

 

 

A prática do bonsai é uma arte maravilhosa que faz bem ao espírito e nos ajuda a viver.

 

Ao respeitar os nossos conselhos básicos e de fácil aplicação ao alcance de todos, será mais interessante e especialmente muito mais excitante lidar com esta pequena árvore a que chamamos bonsai, respeitando acima de tudo a natureza.

 

 

 

 


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