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Aves migratórias, as estações do ano e o bonsai

 

Aves migratórias, as estações do ano e o bonsai,

 

Porquê falar das aves migratórias e qual a relação com o bonsai?

 

Simplesmente porque tem a ver com a mudança da estação, a sua chegada ou partida indica o começo ou o fim das estações. Ao contrário do ser humano que tenta mudar a regra e ainda precisa de mudar a hora numa tentativa de enganar a natureza para poupar energia, o que hoje em dia está a ser cada vez mais questionada. Há estudos que indicam que mudar a hora afeta o nosso relógio biológico e em alguns casos, impacto na saúde.

 

Pelo contrário as aves migratórias sabem reconhecer o momento em que têm que mudar a sua rotina e o local onde vivem. É evidente que nós não podemos mudar de local, mas também está mais que provado que mudar a hora só vem perturbar a vida normal de todos nós.

 

Tanto as aves como o bonsai não se regulam pelo relógio, mas sim pela luz e temperatura. Ambos nos ajudam a respeitar o ciclo natural da vida.

 

Porque mudam as aves de regiões?

Simplesmente com o objetivo principal da reprodução e a procura por mais alimentos, quando o frio chega, mais difícil se torna. Na verdade, as aves migratórias demonstram uma inteligência tanto individual como coletiva, consegen organizar-se para partir todas ao mesmo tempo e a viajar sempre juntas durante vários milhares de quilómetros, voando numa parada muito bem organizada, parando todas ao mesmo tempo para comer e dormir, levantando e retomando a sua viagem igualmente no mesmo momento.

 

Existem muitas aves migratórias, mas o grou cinzento é o que se demarca mais por ter uma certa relação com o espírito do bonsai.

 

Esta ave admiravelmente respeitada e idolatrada pelos chineses e japoneses, pertence a uma das mais antigas ordens de aves, os gruiformes.

 

Aves migratórias e o bonsai.

 

Durante milhões de anos esta ave pernalta evoluiu pouco ao longo do tempo, é uma das maiores aves da Europa, atingido uma altura de metro e meio, pesando quatro a seis quilos e com uma envergadura de asas de dois metros e meio.

 

Os grous cinzentos vivem aos pares para toda a vida.

 

Esta ave é muito poderosa e tem um corpo muito esguio com uma cauda distinta com uma variegação de cores suberba.

 

Plumagem cinzenta ardósia com manchas castanhas na parte de trás. Notável pelo seu pescoço com uma gravata preta contrastando com uma faixa branca que vai desde os olhos até à nuca.

 

Tem uma mancha vermelha no topo da cabeça e um bico curto, semelhante a uma adaga.

 

Esta ave gosta de lugares húmidos do Norte da Europa como é o caso da Suécia, da Noruega, da Finlândia e até da Rússia, passando pela Hungria, a Roménia, a Ucrânia e a Geórgia.

 

Esta espécie nidifica em pântanos pouco profundos de água doces e florestas pantanosas.

 

No outono, o grou migra para sul da Europa e Norte da África. Todos os anos, esta ave extraordinária faz uma migração de milhares de quilómetros.

 

No início, grupos familiares reúnem-se perto dos locais de nidificação e depois juntam-se para a longa viagem. É o caso por exemplo da ilha de Oland na Suécia, da baía de Mataslu na Estónia, do Vale de Oder na Polónia e do lago Mürlitz na Alemanha.

 

Milhares de grous começam então a sua viagem para sul, levantando-se muito cedo pela manhã ou mesmo antes de amanhecer formando grandes V no céu, mantendo o grupo unido com grito próprio e parando em lugares tradicionalmente conhecidos.

 

Voando em forma de V ou em seta, com um posicionamento de quarenta e cinco graus, cada ave do grupo, exceto a primeira, tira partido da sucção gerada pelo voo da ave a sua frente. O voo provoca vórtices de ar na ponta das asas gerando corrente ascendentes ou descendentes e curiosamente os grous estão sincronizados e as suas batidas das asas estão perfeitamente coordenadas para que todos beneficiem do vórtice ascendente das aves à sua frente. Mais uma prova de inteligência coletiva. No decorrer da migração vão trocando a ave da frente para ela não ficar cansada.

 

O objetivo do voo em V é tirar partido da aerodinâmica e reduzir a resistência ao vento, tornando a viagem menos cansativa. Esta ave é notavelmente inteligente, tanto individualmente como em grupo, o que lhe permite voar distâncias muito longas enquanto poupa energia.

 

Os grous podem voar distâncias muito longas, até dois mil e quinhentos quilómetros a uma velocidade média de mais de quarenta quilómetros por hora sobre terra e quase sessenta quilómetros por hora sobre os oceanos.

 

O mais impressionante é a altitude que podem atingir, até cinco mil metros na Europa e seis mil e quinhentos metros nos Himalaias, o que é extraordinário para uma ave.

 

No entanto, a altitude média de voo situa-se entre duzentos e mil e quinhentos metros.

 

Para poder navegar, as aves herdam um programa genético dos seus pais, que lhe diz, por exemplo, quantos dias ou noites devem voar numa determinada direção e depois quantos dias ou noites noutra direção.

 

Durante o dia, as aves migratórias podem encontrar o seu caminho no solo, tais como montanhas, rios e costas. À noite, as estrelas são os melhores pontos de referência. Sem esquecer que o magnetismo da terra continua a ser a base de dados para a viagem das aves migratórias. O ser humano inventou o GPS, uma ferramenta sofisticada, sem o qual hoje em dia seriamos incapazes de viajar sem essa orientação, a neurociência demonstrou que ao usarmos essa tecnologia, a capacidade do nosso cérebro como o hipocampo ficam menos ativas, perdemos todas as iniciativas de orientação própria.

 

Ao voar, o grou cinzento mantém sempre a cabeça para a frente e a diferença na sua identificação no céu são as suas patas que, como são longas, sobressaem atrás da cauda, ao contrário do ganso selvagem que, tendo patas muito curtas, não podem ser vistas na parte de trás da ave.

 

O grou é uma ave gregária, gosta da companhia dos seus companheiros, quando vemos um indivíduo isolado do seu grupo, é porque está doente, ferido ou demasiado velho para acompanhar o resto do bando.

 

A comida do grou consiste em grãos caídos, milho, rebentos jovens, raízes de cana e pequenos invertebrados como gafanhotos, lagartas, caracóis, lesmas e aranhas.

 

A tragédia do grou selvagem hoje em dia é a extinção das zonas húmidas selvagens para o uso agrícola em detrimento da vida selvagem. Para além deste problema, o grou tem poucos predadores naturais.

 

Na China, em locais de descanso e durante a migração, algumas pessoas distribuem sementes no solo para as alimentar. Talvez um dia vejamos isto acontecer em Portugal!

 

Por enquanto, a esperança média de vida de um grou é de cerca de quinze anos.

 

CURIOSIDADE:

 

 Como é que dorme o grou selvagem?

 

- Fica sobre uma perna, dobra a outra sob o seu corpo e apoia a cabeça no ombro.

 

Como é que o grou cinzento, como todas as outras aves migratórias, decide quando deve migrar?

 

- Depende da estação do ano.

 

- De facto, a natureza é constituída por quatro estações e como no bonsai, a primavera é o tempo da renovação, os dias aumentam, as folhas das árvores começam a crescer, as primeiras flores aparecem. No caso das aves migratórias, este é o sinal de que têm estado a espera para partir para os seus locais de reprodução, que são geralmente mais ricos em alimentos.

 

- Depois no outono é o inverso, os dias ficam mais curtos, as folhas das árvores começam a cair, este é o momento certo para as aves migratórias partirem para os países mais quentes para passarem o inverno.

 

NOTA:

 

- Infelizmente esta ave é agora vítima da gripe aviária em quase toda a Europa, fazendo dezenas de vítimas todos os dias.

 

- No dia vinte e dois de outobro de dois mil e vinte e cinco, o nível de risco associado a esta epizootia no território metropolitano francês acaba de ser elevado de moderado para elevado, ou seja, o nível mais alto.

 

Ler artigo original

 

- Este vírus circula há vários anos e nem sempre afeta as mesmas espécies. Este ano, por enquanto, são as garças que estão sendo fortemente afetadas.

A orientação é clara: não se deve tocar nessas aves. Se esses grous ou outra ave, estiverem em áreas habitadas ou em locais abertos ao público, devemos avisar a junta de fregeusia ou as autoridades competentes. O fenómeno também foi observado na Alemaha e em Espanha, portanto, a mortalidade estende-se pelas suas áreas de migração.

 

- A gripe aviária: é uma doença vírica extremamente contagiosa podendo causar elevada mortalidade nas aves afetadas.

 

- As infeções pelo vírus da gripe aviária dividem-se em dois grupos com base na sua patogenicidade: gripe aviária de alta patogenicidade GAAP, que se dissemina rapidamente, causando doença grave com mortalidade elevada até cem por cento no prazo de quarenta e oito horas e gripe aviária de baixa patogenicidade GABP que geralmente causa doença ligeira, podendo facilmente passar despercebida.

 

- Ocasionalmente, algumas estirpes do vírus da gripe aviária podem infetar outros animais, nomeadamente mamíferos e também o ser humano. No entanto, para que tal aconteça é necessário que haja um contato muito estreito entre as aves infetadas e as pessoas ou entre aves e outros animais. O agente da doença é transmitido, quer por contato direto com aves infetadas, quer através das fezes, penas, ovos ou carne desses animais. O vestuário, calçado ou outros objetos contaminados provenientes de zonas infetadas também podem veicular o agente.

 

Ler artigo original sobre a gripe aviária da DGAV:

 

Mais uma similitude com o bonsai: as doenças, a gripe aviária no mundo das aves e o fogo bacteriano ou Erwinia Amylovora no bonsai.

 

- O fogo bacteriano ou Erwinia Amylovora:

 

- O fogo bacteriano é uma doença causada por um agente patogénico conhecido como bactéria Erwinia Amylovora, que é muito perigosa e contagiosa e capaz de infetar mais de cento e quarenta espécies de plantas. A doença, com origem na América do Norte, apareceu na Europa na década de setenta e causou grandes danos na produção de frutas, mas também destruiu muitas plantas ornamentais.

 

Principalmente ativo de maio a setembro, é, portanto, durante esses meses que devemos estar mais atentos e observar o aparecimento de novos sintomas.

 

Esta doença é particularmente identificável pelo escurecimento das folhas e murcha dos rebentos.

 

- As folhas ficam escuras, como queimadas, mas presas na árvore;

 

- Os ramos de flores ficam pretos, os jovens rebentos secam e enrolam-se;

 

- Os orgãos afetados segregam um líquido viscoso castanho amarelado em forma de gotículas contendo um grando número de bactérias.

 

Continuar a ler artigo original sobre o fogo bacteriano no bonsai.

 

Para a segurança do nosso bonsai devemos atuar com ferramenta sempre limpa e sobretudo desinfetada, nunca deixar restos de poda, nem de madeira morta no chão, retirá-los e de preferência queimar os restos para evitar toda e qualquer disseminação. Também praticar um modo de cultura o mais equilibrado possível ajudará na não propagação da bactéria, utilizar substrato de alta qualidade, regar apenas e quando necessário, nunca deixar água parada nos vasos ou nos pratos, proceder a uma fertilização o mais equilibrada possível e não exagerar no uso de azoto, são algumas regras básicas que ajudam a prevenir o risco de proliferação.

 

Existe igualmente uma outra bactéria que está a fazer estragos nas árvores em Portugal e Espanha, sobretudo na oliveira, é a Xylella Fastidiosa. Nas oliveiras aparecem queimaduras foliares e um declínio rápido de oliveiras velhas, com a morte progressiva da zona apical até à raiz. Nas amendoeiras a doença provoca padrões irregular de necrose das folhas causando queimaduras foliares. Não existem meios de luta contra a Xylella fastidiosa, o combate a esta dioença passa essencilamente por medidas de natureza preventiva, como definimos mais acima.

 

Ler artigo original sobre a xylella fastidiosa e o bonsai.

 

No outono é o tempo de realizar estacas semilenhosas de coníferas e muitas outras espécies, aproveitando os ramos com madeira já amadurecida que favorizará a criação de novas raízes finas.

 

Ler artigo original sobre a estaquia do bonsai.

 

Limpeza geral, retirada das ervas daninhas, das agulhas velhas dos pinheiros e também aproveitar o mês de outubro , se o tempo já estiver mais frio, para cortar as agulhas do pinus thunbergii e outros pinheiros negros, como o pinus nigra laricio que é o nosso pinheiro negro nacional. O objetiva desta poda é a redução do comprimento das agulhas a cada ano, praticando esta tarefa no mês de outubro garante que o corte das agulhas não se note, a agulha não fica acastanhada com o corte.

Basta cortar as agulhas deixando apenas cinco centímetros de agulha e sobretudo cortando com uma tesoura fina muito bem afiada e sempre realizando um corte direiro e franco e não inclinado para evitar a perda de seiva desnecessáriamente. 

 

Covém desinfetar a nossa ferramenta com álcool para impedir a proliferação de eventuais doenças ou fungos e deitar os restos de poda no lixo ou queimá-los.

 

Se o tempo se mantiver quente em outubro como tem vindo a acontecer em razão das alterações climáticas não nos devemos precipitar para executar essa tarefa, é preferível aguardar até ao fim do mês para que o pinus já não esteja em plena vegetação.

 

NOTA:

 

- Essa poda não se aplica ao pinus thunbergii Senjyumaru, que é uma variedade recentemente introduzida no mercado e com a particularidade de possuir agulhas muito reduzidas e compactas naturalmente, sendo assim não é necessário a sua poda no mês de outubro.

 

Ver os nossos piinus thunbergii e senjyumaru.

 

Em novembro e após termos dado um mês de descanso ao nosso bonsai, podemos aplicar o adubo orgânico biogold de forma sólida, à razão de uma pedrinha para cada cinco centímetros de vaso. Pedrinhas que podemos colocar num cesto próprio, sempre respeitando a dosagem de uma pedra para cada cinco centímetros de vaso e colocar cada cesto num canto do vaso e longe do tronco principal. O adubo irá fazer efeito durante o inverno.

 

Relembramos que a adição de matéria orgânica melhora a estrutura do solo ao estimular a vida microbiana. Um adubo orgânico precisa ser transformado em nitrogénio pelas bactérias já presentes no solo antes de poder ter efeito, sendo assim mais seguro. O adubo orgânico é principalmente um fertilizante de fundo e não um fertilizante de manutenção.

 

Ler artigo original sobre o adubo orgânico biogold para o bonsai,

 

A utilização de um fertilizante orgânico é uma garantia porque não corremos o risco de queimar as raízes. Aplicamos em novembro ou dezembro, apenas uma vez para os bonsais em crescimento.

Durante o inverno, aproveitamos que a seiva está parada para realizar podas mais drásticas no nosso bonsai, a poda de estruturação é a única oportunidade que temos para desenhar o estilo que pretendemos dar sem fragilizar a nossa árvore.

 

No bonsai, a primavera é a altura de maior movimento e trabalhos no bonsai, as árvores começam a brotar de novo e as regas vão sendo mais frequentes, a poda e fertilização também devem ser aplicadas com mais frequência, a partir de fevereiro março aplicar o adubo líquido, para uma atuação mais rápida. Limpar o bonsai de ervas daninhas, fazer alporquias e enxertias, também é o momento certo para realizar as sementeiras de espécies que não conseguimos de estacas.

 

Ler artigo sobre a sementeira do bonsai.

 

Ler artigo sobre as tarefas e o calendário do bonsai consoante as estações do ano.

 

Aves migratórias e figuras  decorativas no bonsai.

 

No mundo do bonsai temos figuras decorativas que fazem alusão à viagem das aves migratórias.

 

São peças em grés, podem ser pintadas ou não e que são colocadas junto do bonsai para dar a impressão de grandeza e nos lembrarmos da natureza em escala reduzida.

 

Ver as nossas figuras decorativas.

 

 


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