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                                                    Quercus Suber iberbonsai

 

Sobreiro em bonsai (Quercus Suber)



 

O Sobreiro - Quercus Suber - é originário do mediterrâneo.

É uma árvore mítica considerada em muitas regiões da  Europa como a mais nobre de todas as espécies vegetais. 

Na natureza o sobreiro pode atingir até vinte metros de altura e viver até 500 anos.

o Género Quercus conta com cerca de 400 espécies caducas, semi caducas ou perennes.

Folha simples perenne com mais ou menos 4 a 5 cm, oval,  compacta e dura, verde brilhante na superfície e ligeiramente branqueada na parte inferior, com bordos lisos ou dentados.

É necessário esperar entre doze a quinze anos para que apareçam as primeiras bolotas com dois / três centímetros. 

A característica principal do sobreiro é a sua casca, a cortiça, cinzenta-escura no tronco, grossa e gretada, porosa e muito leve. A cortiça é utilizada no fabrico de rolhas para garrafas de vinho. 

A cortiça é uma armadura para o sobreiro, é um isolante e arde só superficialmente, protegendo assim a parte viva da árvore. Depois de um incêndio os brotos adormecidos debaixo da casca vão acordar dando vida a novos ramos. Levam cerca de quinze a vinte meses a seguir a passagem do incêndio para formar uma nova superfície vegetal viva.

O sobreiro é uma árvore de fácil cultivo em bonsai, mas de difícil aramação nos ramos mais grossos, muito quebradiços e com casca frágil. Por isso e como suporta bem a poda, será esta última a principal técnica para formar o bonsai de sobreiro. 

A poda de estruturação consiste em definir as bases gerais do tronco e dos ramos principais, elementos decisivos para transmitir a percepção que o autor quer dar ao seu bonsai: força, elegância, ligeireza, movimento… poda que também pode ser realizada ao mesmo tempo que o transplante e assim aproveitar para conseguir o equilíbrio entre a parte aérea e a parte radicular. 

O objetivo principal da poda de estruturação, é a estética do bonsai, provocando uma nova rebentação mais compacta e sobretudo mais perto dos ramos primários de forma a equilibrar a entrada da luz e dar mais vitalidade aos ramos mais baixos e de segundo nível.

 

Estamos assim a melhor distribuir a energia no conjunto dos ramos a partir do início da árvore e não no fim, como acontece na natureza por razões de sobrevivência.

A poda regular dos ramos tem como finalidade o aumento do número de brotos e visto as raízes estarem limitadas num espaço reduzido no vaso, o bonsai deve repartir a energia em direcção a uma maior quantidade de folhas, que ficam assim cada vez mais pequenas.

 

É a lei da proporção, quanto mais folhas houver para alimentar, mais pequenas se tornam  é um fenômeno natural, mas que podemos ajudar a provocar.

A poda de estruturação permite retirar os ramos que cresceram em demasia no bonsai e que estão “a mais”.

Cortamos os ramos pequenos e pequenas ramificações com uma tesoura fina ou grossa. Para podar os  ramos maiores, utilizamos uma podadora côncava a fim de obter uma cicatrização o mais discreta possível.

   

 

Podemos modelar o bonsai sobreiro em quase todos os estilos, até realizar madeira morta já que a madeira é muito dura e muito densa.

A criação de madeira morta no bonsai tem por objectivo melhorar a estética, tem de ser realizada de maneira ponderada e respeitando o aspecto natural, pois na natureza a madeira morta numa árvore é o relato da vivência e respectivas fatalidades ao longo do tempo devido a seca extrema, vento, gelo, neve, raios.

É nisso que devemos pensar na realização de madeira morta no nosso bonsai, o resultado final é a representação em miniatura das condições climáticas difíceis que uma árvore pode sofrer nas montanhas ou em penhascos íngremes.

Não esquecer que tanto a formação do bonsai como a realização da madeira morta nunca irá ter um resultado imediato, só o tempo dará conclusões satisfatórias e mais naturais. O vento, o sol, a água são os principais factores que irão dar o toque natural ao bonsai com o tempo.

Pretender realizar madeira morta digna desse nome em pouco tempo é uma ilusão, o sucesso deste trabalho depende da sua projecção no tempo, não podemos pensar no imediato, mas prever a evolução do nosso trabalho no bonsai a longo prazo.

Multiplicação por sementeira, um kilo contem cerca de 100 a 200 sementes. Semear directamente na terra na primavera.

A sementeira é a melhor maneira de obter um Nebari perfeito, contrariamente ao método de estacas e alporquia.

 As sementes devem ser conservadas sempre fechadas, sem apanhar humidade, na gaveta da fruta e legume do frigorífico.

 A sementeira é a parte mais difícil na obtenção de um bonsai desde o início.

Primeiro, preparar um substrato composto por 1/3 de areia fina (de preferência lavada) e 2/3 de substrato a base de folhas (tipo turfa mas muito fino).

 Segundo, encher os recipientes ou vasos, pisar ligeiramente com um pau ou uma tábua e repartir as sementes no substrato.

Cobrir as sementes com o mesmo substrato e colocar os recipientes ou vasos a 20/24ºC (à luz) durante o dia e 14/15ºC durante a noite.

 Podemos cobrir com um filme plástico transparente para manter a temperatura e hidrometria.

 Nunca cobrir uma semente com substrato com mais de que uma vez a sua espessura.

 

O bonsai sobreiro gosta de um substrato mais ácido, inferior a 7, pode ser envasado numa mistura com akadama hard quality e kanuma 50/50. Tolera bem a pomice. 

É imprescindível que o substrato seja o mais drenante possível, caso contrário as raízes acabarão por apodrecer.

Para garantir uma boa drenagem o substrato deve ser composto de grãos de tamanhos diferentes, de +/- 2 mm a 10/15 mm, porque é no espaço criado entre os grãos que vai circular o ar e a água.

Cada grão de substrato absorve e retém a água com os respectivos elementos nutritivos, assim quanto maiores os espaços (grão grosso) maior a quantidade de ar e água que pode circular.

Um bom substrato não deve ser nutritivo, quer isso dizer que não pode conter nutrientes, assim será mais fácil controlar a adubação.

Por isso lembramos sempre que as vantagens da Akadama são evidentes: drenagem perfeita, conserva a humidade, deixa circular o ar e a água, retém os nutrientes que, como já vimos, são elementos fundamentais para o crescimento do Bonsai.

 

O bonsai sobreiro - quercus suber - numa colecção.

A principal característica é a sua casca, a cortiça, cinzenta-escura no tronco, grossa e gretada, porosa e muito leve, indispensável numa colecção, pelo menos nas regiões do sul da Europa  aguenta bem temperaturas até - 5ºC, em locais mais frios convém protegê-lo do gelo durante o inverno.

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