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Barrinha de Esmoriz

Cheias, a barrinha de Esmoriz e o bonsai.

 

A nossa aventura na natureza começa muito perto de nós, de facto a partir das nossas instalações da iberbonsai em Maceda, um curto passeio de bicicleta de apenas alguns quilómetros e chegamos ao parque de estacionamento dando acesso aos passadiços da barrinha de Esmoriz.

 

Ver as nossas instalações

 

Onde estamos

 

 

A barrinha de Esmoriz e o seu passadiço.

 

 

É uma rede lagunar de trezentos e noventa e seis hectares com uma altitude de zero a oito metros e faz parte da rede Natura 2000.

 

As nossas instalações situam-se a alguns quilómetros da barrinha e a cerca de dez metros acima do nível do mar e somos sucessivamente afetados pelas cheias porque estamos diretamente dependentes da barrinha de Esmoriz que, em caso de preia-mar empurra a água para montante. Chegamos a Maceda em 1996 e foi no fim do ano de 2000 e início de 2001 que tivemos as  nossas primeiras cheias, as mais importantes até hoje porque foram treze as inundações desde de outubro de 2000 até março de 2001 e com o nível de água mais alto nunca verificado. Foi um ano terrível para o nosso trabalho, perdemos centenas de bonsais que foram levados pela força das águas, tivemos que improvisar lugar seco para preparar as encomendas, muitas vezes em cima de monte de terra para proteger os bonsais da água, são situações dramáticas que gostaríamos nunca mais vivenciar de novo. Aconteceu novamente no dia um de janeiro de dois mil e vinte e três e repetiu-se oito dias depois. Neste caso, as nossas instalações foram cobertas com mais de quarenta centímetros de água durante vários dias, felizmente sem prejuízos nos bonsais, mas com muito trabalho de limpeza.

 

No ano de 2025 também aconteceu no mês de novembro, onde durante uma semana tivemos água nas nossas instalações até ao nível das nossas mesas, ou seja, quase um metro de altura. Desta vez veio da estrada, da parte de cima da rua 25 de novembro e no decorrer da noite, ou mais precisamente no espaço de uma hora, foi muito rápido e encheu as nossas estufas com mais de um metro de altura de água o que foi muito assustador, porque nunca sabemos quando vai parar o aumento do nível da água e se por acaso os nossos bonsais ficassem cobertos de água dias seguidos seria uma catástrofe, todos os bonsais acabariam no lixo e uma vida de trabalho perdida, por enquanto temos tido alguma sorte e acabamos por ter apenas trabalho de limpeza.

 

NOTA:

 

- Estamos constantemente com o coração nas mãos, sobretudo quando não há pré-aviso por parte das autoridades, ficamos de prevenção a noite e várias noites seguidas, já aconteceu acordarmos a meio da noite com o barulho da corrente da água a entrar e termos que ir salvar os nossos animais de estimação que já se encontravam numa situação de aflição por estarem com água pelo peito.

 

Infelizmente em Portugal, não existe nenhuma companhia de seguro que assuma a responsabilidade para os estragos nas estufas, nem nos bonsais, seja qual for a origem do incidente. O que é uma tristeza, já que Portugal faz parte integrante da C.E.E. e que em muitos outros países da U.E. há muitos anos que existem companhias seguradoras que se responsabilizam em caso de fenómenos da natureza sobre explorações hortícolas, sejam danos causados por granizo, vento forte, inundações e todo o tipo de fenómeno.Em Portugal e até hoje só podemos contratar seguro para as respetivas colheitas do ano, o que é completamente inviável no que diz respeito ao setor do bonsai. Não se percebe porque Portugal é diferente, fazendo parte integrante da C.E.E. devíamos ter as mesmas garantias, já que as companhias de seguro são as mesmas e não estamos a falar do valor das apólices, é que puro e simplesmente o seguro não existe. É pena constatar que milhares de produtores de produtos hortícolas em Portugal têm que suportar os prejuízos em caso de tragédias devido ao mau tempo.

 

E repetidamente no ano de 2026, em fevereiro, no momento que estamos a escrever este artigo, durante várias semanas a água invadiu o nosso viveiro, semana após semana, com a água a descer e a subir vezes sem conta sem conseguirmos perceber porquê, um dia com a água quase a tocar nos bonsais e no dia seguinte vemos a água desaparecer como se nada fosse. E até hoje ainda não percebemos o que está a acontecer, se está relacionado com a barrinha  que está a reter ou a deixar evacuar a água, não sabemos!

 

 

Portugal está a viver momentos trágicos em 2026 com tempestades e ventos nunca vistos que chegaram aos duzentos quilómetros por hora nalgumas zonas do país, levantando telhados e derrubando milhares de árvores, sobretudo na região de Leiria que já foi muito fustigada com os incêndios em anos anteriores. Cheias sucessivas nos principais rios devido sobretudo às descargas das barragens que libertam centenas de milhares de metros cúbicos por hora, uma força incrível que vai derrubando tudo por onde passa. Partiu um dique em Coimbra que não conseguiu resistir a força  da descarga das barragens  no rio Mondego. Em consequência disso uma parte da autoestrada A1 que liga Lisboa ao Porto, ruiu impossibilitando o transito nos dois sentidos até tempo indeterminado. Os bombeiros e as forças militares como a marinha estão em estado de prontidão para ajudar as pessoas em caso de emergência, estão à espera de uma cheia centenária anunciou a autarca do município de Coimbra.

 

Vivemos cheias muitas vezes devido às descargas, será que as barragens não podiam evitar tantos estragos? Necessitamos delas para haver uma reserva de água para a população e para a nossa agricultura, mas não seria possível começar as descargas mais cedo e sobretudo  mais controladas para evitar danos mais abaixo? As pessoas que vivem a jusante das barragens não têm culpa por viverem nas suas terras, então porque têm que suportar estragos e perdas, por vezes incalculáveis nas suas casas, animais, armazéns, locais de trabalho entre outros.

 

As barragens ainda têm outro problema escondido, estão a reter os sedimentos que os rios naturalmente trazem até ao mar e assim sendo, estamos a constatar que as nossas praias, aqui tão perto como no Furadouro por exemplo, estão a desaparecer, temos que investir milhares e milhares  de euros todos os anos para repor areia nas praias. Basta recordar o acidente com a ponte de Entre os Rios na noite de 4 março de 2001 que resultou na morte de 59 pessoas, a falta de sedimentos naturais  em todo o percurso dos rios é notório e tem consequências por vezes devastadoras. Não é por acaso que o mar está a romper a costa em muitos sítios, de norte a sul de Portugal, mas com um significativo relevo na zona entre Furadouro e Espinho.

Durante alguns anos fizemos medições durante o verão de um caminho que vai da estrada da floresta até ao mar e surpreendentemente constatamos que o mar estava a avançar quatorze metros por ano, o que é uma coisa fora do comum. Nos últimos dias, na praia de São Pedro de Maceda, tiveram que retirar as instalações de um bar porque estava quase a ser engolido pelo mar, bem como os passadiços de acesso a praia. Daqui a poucos anos se nada for feito a estrada que liga Cortegaça ao Furadouro ficará mesmo junto ao mar, enquanto hoje em dia ainda está a algumas centenas de metros.

 

Os pinheiros estão a morrer com o avanço do mar.

 

Segundo o ICNF, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a rede Natura 2000 é uma rede ecológica para o espaço  comum da União Europeia, resultante da aplicação da Diretiva 79/409/CEE do conselho de dois  de abril de mil novecentos e setenta e nove, que visa assegurar a conservação a longo prazo das espécies e habitats da Europa, ajudando assim a evitar a perda de biodiversidade.

 

Ver artigo do ICNF.

 

A biodiversidade biológica refere-se à multiplicidade de espécies na terra e aos seus ecossistemas, assim sendo é um compromisso e uma obrigação de todos nós respeitar e melhorar a biodiversidade.

 

Ler artigo original sobre a biodiversidade.

 

Há já alguns anos que a construção de passadiços está a ser um hábito e temos de admitir que é muito prático. Geralmente, é uma construção de madeira tratada, com uma estrutura leve, estreita na maioria dos casos, permitindo a passagem de duas pessoas. A estrutura assenta em postes que suportam os flancos do chão, que é feito de tábuas estreitas que são aparafusadas deixando um espaço entre elas de mais ou menos cinco centímetros.

A vantagem deste conceito é que nos permite estabelecer uma via de acesso onde normalmente não seria possível viajar, o que abre um número infinito de possibilidades em ambiente como os pântanos como é o caso da barrinha, ou montanhas como no caso de Arouca com a sua ponte suspensa de quinhentos e dezasseis metros de comprimento sobre o rio Paiva, ou mesmo permitindo-nos seguir um rio através das suas encostas rochosas, tal como para aceder à ponte suspensa de Arouca.

 

NOTA:

 

- Os passadiços de Arouca arderam em setembro de 2015, agosto de 2016, setembro de 2024 e julho de 2025. É o ponto fraco destas infraestruturas por serem de madeira. Temos que pensar numa solução coletiva para tentar diminuir os incêndios em Portugal, principalmente provocados pela monocultura de eucaliptos, incentivando os produtores a substituir o eucalipto por espécies autóctones, florestas de folhosas como o quercus robur ou o quercus suber, o nosso bem conhecido sobreiro ou chaparro. O sobreiro é muito resistente e desenvolveu mecanismos de adaptação à secura e ao fogo. A cortiça é uma armadura para o sobreiro, é um isolante e arde só superficialmente, protegendo assim a parte viva da árvore.

Depois de um incêndio os brotos adormecidos debaixo da casca vão acordar dando vida a novos ramos. Levam cerca de quinze a vinte meses depois da passagem do incêndio para formar uma nova superfície vegetal viva. O sobreiro não é a única árvore que pode substituir o eucalipto, os outros carvalhos também podem ser plantados nas faixas de corta fogo.

O quercus robur, fagínea, americano e muitos outros são excelentes escolhas para ocupar o lugar do eucalipto, assim como a faia, a bétula e muitos outros.

 

- É o próprio estado português que se deve preocupar com a redução ou pelo menos pelo controlo das áreas de plantação de eucaliptos, obrigando a implementação de zonas corta fogo com folhosas.

A iberbonsai já está no terreno com o seu projeto Missão Floresta e irá fornecer 1000 sobreiros a União de Freguesias de Barreiros e Cepões, localizada no distrito de Viseu. 

 

Missão Floresta iberbonsai

 

 

O passadiço é um elemento fácil de introduzir num ambiente mais difícil, onde a vantagem para o viajante e espectador da natureza é a de poder descobrir ambientes que de outra forma não seria possível. Isto representa um custo para os municípios, mas é largamente compensado pela satisfação dos seus habitantes  e de muitos outros curiosos e entusiastas caminhantes da natureza.

É um investimento indispensável hoje em dia porque permite a uma grande parte da população descobrir a verdadeira natureza, as paisagens e os ambientes naturais tal como eles são e não apenas como podem ser vistos através de livros ou documentários televisivos.

 

É a natureza ao vivo.

 

As vantagens fundamentais destes passadiços é que não invadem o ambiente circundante, pelo contrário, respeitam-no.

 

A única perturbação que pode ocorrer é durante a execução das obras de construção.

 

Falamos agora sobre a barrinha de Esmoriz.

 

Localizada a cerca de vinte e cinco quilómetros a sul do rio Douro, existe um lago costeiro de tamanho médio que está diretamente ligado ao mar, ou seja, ao Oceano Atlântico, através de uma abertura estreita que pode ser controlada pelo homem para a fechar ou abrir.

 

Esta superfície é alimentada pelas águas de dois rios, um é o vale de Silvalde que tem a sua foz no lado norte da lagoa e o outro é o vale de Maceda que desagua no seu lado sul.

 

A lagoa está localizada junto a uma bacia hidrográfica que inclui os conselhos de Ovar, Espinho e santa Maria da Feira, que são centros de produção de águas residuais industriais e domésticas que, se não forem tratadas, podem poluir a água da lagoa, uma poluição que pode afetar os prados costeiros e o mar, o que não é bom para as atividades turísticas.

 

A zona de Esmoriz, Espinho e Furadouro tem excelentes praias, atraem milhares de turistas todos os anos e recebem a conhecida bandeira azul, distinção atribuída anualmente pela Fundação para a educação ambiental a praias e marinas que cumprem um conjunto de requisitos de qualidade ambiental de segurança e bem-estar.

Na área em redor da lagoa, existem áreas de pinhal, matas cilares e húmidas, ou seja, vegetação nativa, com toda a vegetação comummente encontrada em áreas próximas de massas de água, prados e dunas, campos agrícolas, áreas com vegetação rústica, arbustiva e edifícios.

 

Após três anos de trabalho e quase três milhões de euros, em dois mil e dezoito este trabalho viu finalmente a luz do dia com a construção do passadiço, duas pontes de madeira e um observatório de aves.

 

O passadiço é a forma perfeita para descobrir este espaço. Com a sua rota circular de oito quilómetros entre os dois conselhos do norte de Ovar e a sul de Espinho.

 

Esta rota permite-nos descobrir uma grande área de caniços que, dependendo da estação do ano variam de cores, mas acima de tudo representam um excelente ambiente para uma multitude de espécies de aves e animais que vivem num ambiente aquático.

 

É um lugar magnífico para observar aves aquáticas migratórias, conhecidas como passeriformes migradores transarianos, porque para seu benefício, este lugar permite-lhes descansar e alimentar-se durante a sua viagem. Mais de cento e setenta espécies já foram observadas, das quais mais de cento e vinte são regulares. As passeriformes representam quase seis mil espécies de aves  possuindo uma grande diversificação morfológica.

As principais espécies que podemos encontrar são o garçota que vive no meio do caniçal, a garça-vermelha de maior porte, que pesca peixes nas águas tranquilas, a águia sapeira, uma ave de rapina que se vê com frequência a sobrevoar o caniçal em busca de presas fáceis, o pernilongo e o pisco-de-peito-azul.

 

No caniçal existem passeriformes específicos deste habitat que aninham no caniçal, tais como o rouxinol grande dos caniços e o rouxinol pequeno dos caniços. Nas margens podemos ver os  Borrelhos de coleira interrompida procurando alimento no lodo e na areia. Residentes fiéis ao longo de todo o ano são a Garça-real e o Pato-real.

 

 

A importância ornitológica da barrinha de Esmoriz.é obvia.

 

 

É a zona húmida mais significativa da costa norte de Portugal, entre a ria de Aveiro e o estuário do rio Minho.

É uma pena que a água não esteja totalmente limpa, ainda há muita poluição, especialmente do lado de Silvalde, onde não foi feito nenhum trabalho para resolver a situação. No lado de Esmoriz e após a construção da ETAR, a qualidade da água proveniente do Vale de Maceda melhorou muito.

 

Este local também permite que muitas pessoas utilizem este passadiço para fazerem exercício físico, o percurso de oito quilómetros é excelente para caminhar, correr ou andar de bicicleta.

 

No meio da natureza, é um bom momento para repor energias, reanimar a mente, é uma autêntica terapia, tal como o bonsai, que é também uma verdadeira paixão.

 

Ler artigo sobre o bonsai, paixão e terapia.

 

Como mencionamos num artigo anterior, a natureza é fundamental para o homem, é um bem comum que deve ser respeitado por todos, estamos completamente dependentes dela e por esta razão devemos ajudá-la e protegê-la o melhor que pudermos.

 

Ler artigo original sobre a natureza e o bonsai.

 

 

 


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