IBERBONSAI.pt ::
Contactos
Qtd:
0
Total:
€ 0,00
0
Carrinho de Compras

 

 

 

Home

PESQUISA AVANÇADA
bonsai-iberbonsai-o-outono-e-o-bonsai-

 

O outono e o bonsai.

 

No outono os bonsais ficam com uma coloração espectacular.

É quando as folhas mudam de cor passando do verde para amarelo, laranja avermelhado acabando castanhas e por fim caem no solo. É particularmente notório no ginkgo biloba  e no carpinus coreano ficando com uma tonalidade amarelo dourado, sendo uns dos primeiros bonsais a sentir os efeitos do outono.

No outono o bonsai também é espectacular.

Para o bonsai, o outono prepara-se já no final do verão com o repouso de curta duração. 

A partir de meados de Agosto, quando os dias começam a ficar mais curtos e também menos quentes, a vegetação vai reduzindo de intensidade, a seiva  começou a fase descendente, quer dizer que a seiva já não transporta os açúcares, inicialmente produzidos pela fotossíntese, já que as folhas estão a perder intensidade.

É nessa altura que reparamos que as folhas das caducas começam a mudar de cor e as agulhas dos pinheiros ficam amarelas no final dos ramos, logo por baixo do gomo e das últimas agulhas de cada ramo. As últimas agulhas na extremidade de cada ramo devem estar verdes, caso contrário algo indesejável aconteceu e o ramo está a morrer.

É também nesta altura (fim do verão) que aproveitamos para fazer estacas semi-lenhosas da maioria das espécies de bonsais perenes e coníferas.

Uma estaca é um fragmento que foi cortado de uma planta e que se desenvolve conservando os seus próprios caracteres. Uma planta pode, portanto, ser fragmentada ou dividida e produzir novos indivíduos absolutamente semelhantes a ela. A propagação por estaca ou vegetativa, preserva integralmente os caracteres das variedades (caracteres do pé-mãe). Ao contrário da reprodução por sementeira que, obviamente, mantém as características específicas, ou seja como espécie, mas não mantêm os caracteres da variedade a menos que sejam corrigidos; isto é, se eles pertencerem a linhas puras (obtidos pelo método de cultura selectiva durante muito tempo).

 

A vantagem da estacaria é que dá origem a réplicas de uma planta de especificidades idênticas. Enquanto a reprodução por sementeira pode produzir indivíduos muito diferentes da variedade da qual a semente é derivada, uma estaca permite obter seguramente a mesma variedade da planta mãe.

Semi lenhosa,  é a estaca de mais fácil elaboração e a mais habitual no mundo hortícola, aplica-se a muitas espécies perenes e coníferas. Recolha das estacas no final do verão e no início do outono com madeira já amadurecida.

Consiste en recolher ramos com uma parte amadurecida e outra mais tenra  e ainda verde na extremidade, em regra geral em agosto até meados de setembro.

Cortar um ramo  de 10 a 15 cm de comprimento, sempre abaixo de um nó, única zona onde podem nascer as futuras raízes. Tirar os galhos laterais e tirar também a quase totalidade das folhas, deixando apenas as 2 ou 3 últimas folhas, o objectivo é preservar as reservas nessas últimas folhas, que por outro lado não podem ser muito grandes para não desperdiçarem a água pela evaporação (evapotranspiração potencial).

As estacas serão de seguida enterradas até metade da altura num substrato muito leve, apertando bem em volta para não deixar ar junto ao ramo o que provocaria a secura impedindo o nascimento de novas raízes. Manter num ambiente húmido tipo nevoeiro até começar a ganhar as primeiras raízes, depois passar a regar  com micro aspersores.


 

Ler mais sobre estacas.

 

 A seguir ao primeiro período de repouso, temos a maturação e a verdadeira preparação para o repouso vegetativo do outono.

 

 

 

O Outono é no dia 22 de Setembro, mas é quando as folhas começam a cair e os dias a ficarem cada vez mais curtos e mais frios, que o nosso Bonsai se está a preparar para a dormência de Inverno, até a seiva parar.

Podemos começar a aplicar um adubo orgânico como por exemplo o biogold 

O adubo orgânico biogold original é um Adubo orgânico em formato de granulado triangular limpo, 100% natural e não tóxico, especialmente indicado para bonsai e tem uma combinação equilibrada de nutrientes, vitaminas e minerais que fornece tudo o que o bonsai precisa para um crescimento saudável e vigoroso.

Não haverá necessidade de aplicar outros fertilizantes ou vitaminas.

Poderá notar uma melhoria significativa na taxa de crescimento e na qualidade da floração.

 O Biogold Original é fabricado por fermentação lenta e um criterioso processo bacteriológico.

Contém uma gama completa de nutrientes e micronutrientes que incluem cálcio, magnésio, vitaminas naturais e outros minerais, o que melhora significativamente o crescimento do bonsai.

Com 100% de ingredientes orgânicos naturais, é amigo do ambiente. Não tóxico e inofensivo para animais de estimação.

Os ingredientes totalmente orgânicos libertam os nutrientes lentamente, por isso há pouco risco de queimarem as raízes.

 


 

  

 A Dormência no inverno

 

O inverno começa no dia 21 de Dezembro, com os dias mais frio, mais curtos e queda  das folhas nas plantas caducas, a vegetação está completamente parada e a seiva estagnante.

Com a seiva parada, será a altura ideal para proceder à poda de estruturação, assim teremos a garantia de não enfraquecer o bonsai.

A poda de estruturação do bonsai permite manter a árvore compacta e definida. 

A poda de estruturação do bonsai consiste em definir as bases gerais do tronco e dos ramos principais, elementos decisivos para transmitir a percepção que o autor quer dar ao seu bonsai: força, elegância, ligeireza, movimento… poda que também pode ser realizada ao mesmo tempo que o transplante e assim aproveitar para conseguir o equilíbrio entre a parte aérea e a parte radicular. 

A maioria das espécies de árvores transformadas em bonsai tem dominância apical, significa que o crescimento é favorecido nos brotos terminais, seja no ápice ou nas extremidades dos ramos, em detrimento dos outros ramos secundários mais baixos.

           

O objetivo principal da poda de estruturação, é a estética do bonsai, provocando uma nova rebentação mais compacta e sobretudo mais perto dos ramos primários de forma a equilibrar a entrada da luz e dar mais vitalidade aos ramos mais baixos e de segundo nível.

 

Estamos assim a melhor distribuir a energia no conjunto dos ramos a partir do início da árvore e não no fim, como acontece na natureza por razões de sobrevivência.

 

Na natureza é a árvore mais alta e mais forte que sobrevive ao contrário da mais pequena e mais débil que acaba por morrer. Ler mais sobre as florestas por perceber melhor.

 

No bonsai temos possibilidade de remediar  esse problema, reequilibrando as forças e a energia através da poda de estruturação.

 

A poda regular dos ramos tem como finalidade o aumento do número de brotos e visto as raízes estarem limitadas num espaço reduzido no vaso, o bonsai deve repartir a energia em direcção a uma maior quantidade de folhas, que ficam assim cada vez mais pequenas.

 

É a lei da proporção, quanto mais folhas houver para alimentar, mais pequenas se tornam  é um fenômeno natural, mas que podemos ajudar a provocar.

A poda de estruturação permite retirar os ramos que cresceram em demasia no bonsai e que estão “a mais”.

Cortamos os ramos pequenos e pequenas ramificações com uma tesoura fina ou grossa. Para podar os  ramos maiores, utilizamos uma podadora côncava a fim de obter uma cicatrização o mais discreta possível.

A alicate ou podadora de ponta esférica proporciona um corte côncavo e limpo que acelera o processo de cicatrização do bonsai.

 

Compreender como funciona o circuito de alimentação do bonsai é fundamental para a sobrevivência do mesmo e por isso vamos explicar como funciona a circulação da seiva no bonsai.

Como a seiva sobe pelos ramos do bonsai?

A seiva circula nas plantas das raízes às folhas e vice-versa, via vasos específicos, os tecidos vasculares. 

Mas, na ausência de uma bomba (sem coração para garantir a circulação do sangue), o que faz a seiva fluir?

Na primavera e antes da brotação das folhas nas caducas, é apenas o impulso da raiz e a capilaridade que fazem a seiva subir. Assim que as folhas se desenvolvem, a evapo-transpiração foliar pode desempenhar o seu papel de "bomba de seiva".

 

A seiva bruta é conduzida pelo “xilema” desde a raiz até às folhas, é a seiva ascendente por onde circula a água e os sais minerais dissolvidos e extraídos pela raiz. A raiz absorve a água por osmose, movimento resultante da pressão exercida sobre os tecidos.

 

A seiva elaborada ou “floemática” é a seiva descendente que transporta a seiva das folhas até às raízes. É mais grossa e conduz os açúcares produzidos durante a fotossíntese assim como os micronutrientes.

 

A seiva bruta circula nos vasos interiores, mais perto do centro do tronco e a seiva elaborada circula nos vasos mais perto da casca exterior, ambas até às nervuras das folhas.

 

Sem bomba nem coração é a pressão que permite o fluxo da seiva bruta, de baixo para cima com principalmente três fenômenos:

O impulso radicular com as raízes a absorver a água do solo, a seiva bruta vai subindo das raízes para o tronco.
   
Capilaridade: transferência de um líquido de um ponto para outro, por atração, através de um suporte poroso, como acontece com um torrão de açúcar.
   
Evapotranspiração: a acção do sol, do calor e do vento provocam a evaporação da água ao nível da folha e gera uma depressão nas partes aéreas da planta criando a aspiração da seiva. No bonsai, retirar as folhas maiores ajuda a diminuir a evapotranspiração e ao mesmo tempo é bom porque permite reduzir o tamanho da folha. 

 

Para a seiva elaborada, que flui de cima para baixo, a força da gravidade é o principal condutor.

 

A transpiração foliar é um mecanismo essencial que permite manter o equilíbrio hídrico assim como a regulação da temperatura do bonsai.

 

Somente 10 a 15% da água absorvida do solo pelas raízes vai servir a fotossíntese.

 

Ao nível do bonsai, a transpiração depende da superfície de evaporação ou seja a quantidade e o volume de folhas assim como da própria constituição da folha (fina ou grossa), do clima local, da humidade, do sol, do ar, da temperatura, da luz e outras características que devemos ter em conta.

 

A importância e o perigo da falta ou do excesso da água na vida do bonsai 

Aviso:

O ponto de murcha, determina o teor mínimo de água no solo abaixo do qual o bonsai não pode superar a tensão capilar da água. É quando as pontas dos ramos começam a flexionar, é o momento onde devemos regar abundantemente para salvar o bonsai.

 

Perigo:

O ponto de murcha permanente, representa o teor de água no solo para o qual as folhas do bonsai começam a secar definitivamente e nesta situação poderá já ser tarde demais regar, neste caso não foram apenas as folhas que desidrataram mas também os ramos e o bonsai acaba por morrer.

 

O excesso de água provoca a podridão das raízes e consequentemente  a morte do bonsai.

 

A rega do bonsai no outono.

 

A rega do bonsai também é essencial no outono e no inverno, é Importante não esquecer regar o bonsai mesmo numa situação de repouso (inverno). Os dias mais curtos e as noites mais frias fazem, de maneira natural, com que a circulação da seiva vá diminuindo lentamente de intensidade.

Mas o bonsai necessita de uma certa taxa de humidade para viver,  vigiar com regularidade se o torrão está suficientemente húmido.

Veja também:

como regar o bonsai >

o repouso do bonsai >

adubo e fertilização do bonsai >

posts sobre bonsai >

Termos e Condições
A iberbonsai
Dicas e Conselhos
Catálogo
Siga-nos

Todos os valores incluem IVA à taxa em vigor

Copyright © IBERBONSAI.pt 2020

Desenvolvido por Optimeios

UA-144250790-1